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Tudo pronto na Bolívia para
20º Foro de São Paulo
LA PAZ.— A capital da Bolívia
está pronta para acolher a 20ª edição do Foro de São
Paulo, que reunirá 180 partidos e organizações
sociais da esquerda da América Latina e outros
países.
O
campo de feiras Chuquiago Marka prontifica-se para
receber durante toda a semana este evento
internacional e a seus participantes. Os
organizadores já divulgaram o programa oficial do
evento, que começará na segunda-feira, 25 de agosto,
com a 3ª Escola de Formação Política, com debates
sobre a integração latino-americana e caribenha, com
seus desafios políticos, a situação atual dos
instrumentos e instituições desse processo, e os
desafios de representatividade e os movimentos
sociais.
Na terça-feira, 26, estarão
reunidas as secretarias nas regiões Andino-Amazón.
Outro evento é o 6º Encontro de
Juventudes, cujo propósito é examinar as políticas
nacionais dirigidas a esse setor, sua participação
na defesa dos processos de integração na América
Latina e seu papel dentro da integração regional.
Na quarta-feira, 27, os governos
de esquerda farão um balanço da contra-ofensiva
imperial na zona e terão lugar várias oficinas para
debater temas como a luta pela paz, a criminalização
das lutas sociais e a união latino-americana e
caribenha contra a construção de um mundo
multipolar, entre outros.
A abertura oficial do Fórum será
na quinta-feira, 28, e o encerramento terá lugar na
sexta-feira, 29, quando também se realizará um
encontro de mulheres, afro-descendentes e de
parlamentares, assim como apelos e uma declaração
final que incluirá a exigência do cessar imediato do
bloqueio econômico, financeiro e comercial dos
Estados Unidos contra Cuba, o apoio à causa da
Argentina por recuperar as Ilhas Malvinas e a
demanda boliviana contra Chile para ter uma saída
soberana ao mar.
O Foro de São Paulo foi
fundado, em 1990, na cidade homônima brasileira,
com o objetivo de reunir esforços dos partidos e
movimentos da esquerda e debater acerca do cenário
internacional, depois da queda do bloco socialista e
as consequências do neoliberalismo nos países da
América Latina e o Caribe.
Na sua fundação foram decisivas
as contribuições do líder cubano Fidel Castro e o
ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Outras reuniões do Fórum já
foram realizadas em Cidade do México, Manágua,
Havana, Montevidéu, São Salvador, Porto Alegre,
Cidade da Guatemala, Quito, Buenos Aires e Caracas.
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