|
Jornalistas panamenses rechaçam plano dos EUA contra
Cuba
PANAMÁ.— O Sindicato dos
Jornalistas do Panamá rechaçou, na quinta-feira, 21
de agosto, o plano de subversão do governo dos
Estados Unidos contra Cuba, para desestabilizar seu
governo e povo, revelado pela agência de notícias
AP.
Em uma comunicação, o sindicato
expressou que a AP informou acerca do financiamento
dos Estados Unidos, mediante a Agência para o
Desenvolvimento Internacional (Usaid) de um projeto
contra Cuba nomeado Zunzuneo, revelado em abril
passado e reconhecido pelo governo de Obama.
O objetivo do plano era influir
negativamente na juventude cubana e convertê-la em
ator político contra o governo de Cuba, com jovens
plenamente identificados e recrutados por emissários
latino-americanos contratados com esse fim.
É uma vergonha que os Estados
Unidos, que se proclamam o berço da democracia,
apliquem essas políticas nos países que determinaram
construir sua própria identidade, mas condenam essas
políticas dentro de suas fronteiras, lançando mão
para isso de ONGs.
A outra operação clandestina
consistia em enviar como turistas à Ilha um grupo de
jovens da Venezuela, Peru e Costa Rica, para
promover rebeldia na juventude, sob o pretexto de
participar de um suposto evento contra a Aids,
segundo denunciou o intelectual argentino Atílio
Borón, no jornal Página 12.
O Sindicato dos Jornalistas do
Panamá alertou, finalmente, que a política de
ingerência dos EUA não tem limites e que é preciso
estarmos vigilantes pois por trás de cada projeto
supostamente social e humanitário pode esconder-se o
germe da subversão e a desestabilização, como Cuba
tem denunciado. (PL).
|