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Havana. 27 Agosto, de 2014

FEDERAÇÃO DAS MULHERES CUBANAS
A organização que as fez sair da cozinha
• Mais de quatro milhões de cubanas fazem parte desta organização, um avanço importante nestes 54 anos

Yenia Silva Correa

PARA valorizar o impacto que causou na vida da sociedade a fundação da Federação das Mulheres Cubanas (FMC), seria preciso recuar até o dia 23 de agosto de 1960, quando a união de todos os grupos femininos do país deu a chance a nossas avós de terem voz e voto, adquirirem autonomia e saírem da cozinha, onde estavam confinadas.


Também na defesa do país marcam presença as mulheres.

Indiscutíveis têm sido os avanços no aspecto do empoderamento feminino, atingidos pela sociedade cubana, graças, indubitavelmente, ao trabalho da FMC. Mas, longe de se conformar com o que tem feito até o presente, a organização procura adaptar-se aos tempos atuais, quando o âmbito econômico e social do país é outro.

A celebração do seu 9º Congresso, em março passado, foi uma clara mostra do quanto é necessário, atualmente, falar dos desafios que temos pela frente, para achar o modo de resolvê-los, além do importante papel das mulheres no desenvolvimento do país.

Alguns dados são o bastante eloquentes: mais de 16 mil mulheres são rendeiras das terras em usufruto, também 20% das mulheres são trabalhadoras agrícolas e 66% da força de trabalho do país; os Lares de Orientação à Mulher e à Família atendem, cada ano, a mais de 60 mil pessoas; 36% das dirigentes das estruturas de base da FMC são jovens.

Ao longo destes 54 anos, a FMC tem ido crescendo, paralelamente ao processo revolucionário cubano, sem se afastar de sua essência como organização. É por isso que a secretária-geral desta organização, Teresa Amarelle Boué, reconhece entre os objetivos fundamentais da Federação, a defesa da Revolução e a luta pela igualdade.

Atualmente, mais de 90% das mulheres de mais de 14 anos — mais de quatro milhões, no total — são membros desta organização que, neste momento, aperfeiçoa seu trabalho graças ao trânsito das gerações em suas estruturas de base. Isso, sem dúvida, é um desafio de maior, que implica achar métodos mais atraentes para se aproximar das jovens de nossos dias.

Além do trabalho que realiza na comunidade, a Federação das Mulheres Cubanas é o ente que, em um diálogo com o governo, fomenta políticas públicas a favor da mulher. Daí derivam alianças com os ministérios da Educação, Saúde Pública, Justiça, Trabalho e outras entidades responsáveis de zelarem pelo avanço feminino.

Por isso se presta muita atenção à prevenção dos problemas de saúde que afetam as mulheres, às leis que protegem seus direitos e sua integridade física, à participação feminina no emprego, tanto no âmbito urbano quanto rural; a forma em que elas têm e criam seus filhos e tudo quanto respeita a elas.

Essa é a Federação das Mulheres Cubanas hoje: uma organização das mulheres mais capacitadas que sabem o lugar que ocupam na sociedade e o que devem fazer para não perdê-lo.
 

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