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Forum on line pelos
Cinco
Queremos que já estejam de volta
no lar
Amaya Saborit Alfonso
NO intuito de oferecer respostas
às perguntas dos internautas do mundo todo, na
quarta-feira, 25 de junho, no ensejo do Dia
Internacional das Nações Unidas de Apoio às Vítimas
da Tortura, teve lugar um fórum on line a favor da
liberdade dos heróis cubanos, tendo como sede o
Ministério das Relações Exteriores.

Sob o apelo “Queremos que já
estejam de volta no lar” o fórum formulou seu
objetivo, para dar a conhecer ao mundo as torturas
psicológicas e desumanas às que estiveram submetidos
os heróis cubanos e seus familiares, e a estender um
apelo a favor de sua liberação imediata.
A esse respeito, a coordenadora
do Comitê Internacional de Solidariedade com os
Cinco, Graciela Ramírez, refletiu acerca do conceito
de tortura e que, ao longo dos 16 anos de injusto
encerro, percebe-se uma forma de tortura sutil,
perversa, desumana, não só aos prisioneiros, mas
também a seus familiares.
O que é para um ser humano, que
ainda é inocente, ter sido condenado a duas penas de
prisão perpétua, que representa ser condenado a
morrer na prisão? O que significa para esse ser
humano (...) privá-lo do afeto dos seus entes
queridos? O que significa para um familiar ir
visitá-lo, chegar, que a prisão esteja fechada e
retornar sem ter podido ver esse ente querido? É ou
não é tortura o prolongamento da injustiça no tempo?
É normal, é lógico? (...) estas foram algumas das
interrogantes que Ramirez pôs no centro dos seus
argumentos.
Por outro lado, a filha de
Ramón, Ailí Labañino, outra das integrantes do
painel, lembrou a situação que viveu junto ao pai,
ao tempo que exortou todos a transmitir a energia
que Ramón transborda. “Mais de metade das nossas
vidas temos estado lutando por um familiar. Temos
mais experiência em visita a prisões do que
experiências na casa brincando com nosso pai”,
conta, reafirmando que sua esperança está na atitude
de Ramón.
No evento também interveio Pablo
Oden Marichal, coordenador da Plataforma
Interreligiosa Cubana, o qual enfatizou que as
diferentes denominações religiosas se uniram a favor
da liberdade dos heróis cubanos, a favor da paz, da
vida, da comunidade e das nações.
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