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Havana. 22 Setembro, de 2014

Bloqueio econômico dos EUA atenta contra a educação dos cubanos

Havana, 22 set (Prensa Latina).— O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de meio século atenta contra o setor da educação na ilha caribenha.

A educação é um direito inalienável de todo cubano ao longo de sua vida, e é um princípio fundamental da Revolução, refletido no Artigo 39 da Constituição, recorda o relatório denominado "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

A política de bloqueio exercida pelo governo dos Estados Unidos segue criando dificuldades, às vezes insuperáveis, para a colaboração em matéria de educação com outros países para o acesso à tecnologia, conhecimentos e os meios escolares necessários para elevar a qualidade do sistema educacional.

A Educação Especial conta com 982 oficinas docentes dedicados à preparação dos estudantes para a plena integração social e trabalhista.

No entanto, as restrições que impõe tal postura de Washington dificultam o acesso a matérias-primas, insumos, novas tecnologias, máquinas, ferramentas, instrumentos e utensílios das oficinas docentes.

Tal situação - afirma o relatório - afeta a mais de 22 mil e 872 estudantes com necessidades educativas especiais.

Na área da Informática Educativa, o bloqueio nega o acesso a ferramentas necessárias para a produção de multimídias educativas ou para a consulta de referências bibliográficas.

As licenças necessárias para o acesso a estas devem ser pagas a companhias norte-americanas e isso as impedem as regulações vigentes pelo bloqueio, o que ocasiona perdas milionárias à nação antilhana.

A Universidade de Cienfuegos desenvolvia desde o ano de 2001 um programa de intercâmbio acadêmico com a Universidade de Tacoma, Washington, com excelentes resultados, mas este foi interrompido ao negarem a renovação da licença.

O professor estadunidense Gordon L. Amidon, da Universidade de Michigan e criador do Sistema de Classificação Biofarmacêutica, não pôde participar da Primeira Oficina de Biofarmácia e Bioequivalência, realizado de 1 a 5 de julho de 2013, na Universidade Central "Marta Abreu" de Las Villas, Cuba.

Ao renomado especialista não foi outorgada a permissão solicitada para participar do evento, sublinha o relatório divulgado pelo ministério de Relações Exteriores de Cuba.
 

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