|
Bloqueio econômico dos EUA
atenta contra a educação dos cubanos
Havana,
22 set (Prensa Latina).— O bloqueio econômico,
comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos
a Cuba há mais de meio século atenta contra o setor
da educação na ilha caribenha.
A educação é um
direito inalienável de todo cubano ao longo de sua
vida, e é um princípio fundamental da Revolução,
refletido no Artigo 39 da Constituição, recorda o
relatório denominado "Necessidade de pôr fim ao
bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto
pelos Estados Unidos da América contra Cuba".
A política de bloqueio exercida pelo governo dos
Estados Unidos segue criando dificuldades, às vezes
insuperáveis, para a colaboração em matéria de
educação com outros países para o acesso à
tecnologia, conhecimentos e os meios escolares
necessários para elevar a qualidade do sistema
educacional.
A Educação Especial conta com 982 oficinas docentes
dedicados à preparação dos estudantes para a plena
integração social e trabalhista.
No entanto, as restrições que impõe tal postura de
Washington dificultam o acesso a matérias-primas,
insumos, novas tecnologias, máquinas, ferramentas,
instrumentos e utensílios das oficinas docentes.
Tal situação - afirma o relatório - afeta a mais de
22 mil e 872 estudantes com necessidades educativas
especiais.
Na área da Informática Educativa, o bloqueio nega o
acesso a ferramentas necessárias para a produção de
multimídias educativas ou para a consulta de
referências bibliográficas.
As licenças necessárias para o acesso a estas devem
ser pagas a companhias norte-americanas e isso as
impedem as regulações vigentes pelo bloqueio, o que
ocasiona perdas milionárias à nação antilhana.
A Universidade de Cienfuegos desenvolvia desde o ano
de 2001 um programa de intercâmbio acadêmico com a
Universidade de Tacoma, Washington, com excelentes
resultados, mas este foi interrompido ao negarem a
renovação da licença.
O professor estadunidense Gordon L. Amidon, da
Universidade de Michigan e criador do Sistema de
Classificação Biofarmacêutica, não pôde participar
da Primeira Oficina de Biofarmácia e Bioequivalência,
realizado de 1 a 5 de julho de 2013, na Universidade
Central "Marta Abreu" de Las Villas, Cuba.
Ao renomado especialista não foi outorgada a
permissão solicitada para participar do evento,
sublinha o relatório divulgado pelo ministério de
Relações Exteriores de Cuba.
|