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COLÓQUIO INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO
Intensificam ações pelo retorno a casa dos heróis
cubanos
Nuria Barbosa León Fotos de Yaimí Ravelo

ATIVISTAS, intelectuais, parlamentares,
sindicalistas, religiosos, entre outros atores
sociais se reuniram em Havana, no âmbito do 10º
Colóquio Internacional de Solidariedade com os Cinco
e contra o Terrorismo, para apresentar iniciativas,
e incrementar as mobilizações pela liberdade dos
lutadores antiterroristas cubanos, presos
injustamente nos Estados Unidos há 16 anos.
Mais de 300 delegados de 49 nações de todos os
continentes conheceram das ações realizadas e os
projetos para exigir a liberdade de Gerardo
Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero, presos
em 12 de setembro de 1998 junto a René González e
Fernando González, estes últimos libertados após
cumprirem suas condenações.
Um dos acordos do evento foi o de implementar um
plano de ação que aumentaria o número de movimentos
e o compromisso político de apoio à causa dos Cinco,
como é conhecido este grupo, condenado a longas
penas por desarticular planos de bandos terroristas
anticubanos no sul da Flórida.
O Granma Internacional dialogou com vários
delegados. O escritor jamaicano e professor de
mérito da Universidade de Toronto, Canadá, Keith
Ellis, afirmou não concordar com a injustiça
cometida pela administração norte-americana: “Tive a
oportunidade de traduzir uma obra ao idioma inglês
com escritos realizados a partir da prisão de cada
um dos companheiros cubanos e reconheço sua altura
moral. Eles expressam a justeza de sua causa,
contudo, o sistema jurídico estadunidense sucumbe
num processo indevido”.
Entretanto, sua compatriota, a professora Tâmara
Hansen, comentou que na cidade de Vancouver nasceu
um movimento para escrever poemas e mensagens que
expressam os sentimentos das pessoas com esta causa.
Estes poemas são lidos em atividades que se
realizam, cada mês, no dia dos Cinco, frente ao
consulado dos EUA no Canadá.
O jornalista Max Lesnisk, cubano residente nos EUA,
argumentou que nas convocatórias realizadas pela
Aliança Martiana e outros grupos eles sentiram o
apoio das pessoas nos atos públicos e durante as
caravanas em autos, “as pessoas nos cumprimentam
como expressando: estamos com vocês. Sabemos que
Miami é uma cidade controlada pelos meios de
comunicação da extrema direita de origem cubana;
contudo aumentou o conhecimento das irregularidades
cometidas neste caso”.
“Para surpresa minha no primeiro número da revista
Réplica, havia um anúncio institucional com a
fotografia dos Cinco, exigindo sua liberdade. A
revista circulou através das redes de distribuição
institucional e não houve repúdio, tudo ao
contrário. Observamos respeito e consideração, ainda
naqueles que não pensam ideologicamente a favor da
Revolução”.
Da Argentina chegaram duas deputadas nacionais, um
legislador e vários dirigentes sindicais. O capitão
de navio, Oscar Verón, afirmou que se mantém a
energia na batalha por tirar da prisão os
companheiros cubanos. “Aproveitamos os espaços nas
assembleias dos sindicatos, nos fóruns das mulheres,
eventos acadêmicos e parlamentares, para levar este
clamor de justiça”.
A delegação venezuelana foi presidida por três
deputados, um deles, Augusto Montiel disse: “Estes
encontros servem para unificar critérios, reunir
forças, energias e objetivos para realizar tarefas,
além de projetar ações”.
O evento fechou com um concerto na escadaria da
Universidade de Havana, presidido pelo membro do
Bureau Político do Comitê Central do Partido
Comunista de Cuba e primeiro vice-presidente dos
Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel
Díaz-Canel.
Em sua avaliação do evento, o herói da República de
Cuba, Fernando González, expressou: “Sentimos hoje,
um pouco mas perto o retorno de Antonio, Gerardo e
Ramón, a partir do acontecido e acordado no
Colóquio, e do que têm expressado os amigos
solidários”.
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