Granma Internacional Digital
VERSÃO SÓ TEXTO
Havana. Cuba. Ano 16 Terça-feira,
18 de Junho
de 2013
Raúl teve conversações oficiais com o presidente de São Tomé e Príncipe
O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz recebeu na segunda-feira, 17 de junho, o Ex.mo sr. Manuel Pinto da Costa, presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, quem realiza uma visita oficial a Cuba.
Ambos os mandatários se referiram às relações de amizade e de cooperação existentes entre os dois países e expressaram o interesse de fortalecer os vínculos bilaterais. Ainda, trocaram opiniões sobre temas da agenda internacional.
O distinto
visitante foi acompanhado da ministra dos Negócios Estrangeiros e Comunidades,
Ex.ma sra. Natalia Pedro da Costa Umbelina Neto. Pela parte cubana
participaram o vice-presidente do Conselho de Estado, Salvador Valdés Mesa, e o
ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla.
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A Revolução é tão humana que temos que concebê-la com amor
Expressou Miguel Díaz-Canel durante um diálogo com assistentes ao 8o. Congresso da FEU
Dalia González Delgado
“A gente sente orgulho de que os jovens pensem e se expressem como vocês”, assegurou na quinta-feira, dia 13, o primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, num diálogo com assistentes ao 8o. Congresso da Federação Estudantil Universitária (FEU).
O também membro do Bureau Político do Partido elogiou a riqueza de pensamento e de propostas feitas pelos delegados, depois de escutar as intervenções na comissão que analisava o trabalho político-ideológico.
O que tem estado debatendo aqui é como fazer perdurar a obra da Revolução — disse aos jovens —, que deve ser aperfeiçoada, mas sempre por nós mesmos.
“Como conseguimos isso?” — perguntou —. “Debatendo, dialogando, polemizando, sem preconceitos, com honestidade, de forma aberta e franca, sem hipercriticismo e sem soberbia”.
“Se nos escutamos, todos aprendemos mais de todos”, argumentou.
Díaz-Canel definiu o trabalho político-ideológico como tudo o que se faz bem. “O que façamos em cada momento da vida, não apenas na vida de trabalho ou acadêmica, mas também na vida familiar e na conduta social; tudo o que façamos bem, com convicção, valor, exemplo, fortalece”.
Tudo isso — referiu — é o que nos permitirá manter a unidade, “que foi sempre a causa de nossas vitórias”, e quando faltou, “a causa de nossas derrotas”.
Noutro momento de sua intervenção, fez questão na necessidade de conhecer a história, pois só assim entendemos “quem somos, aonde vamos, e por que fizemos as coisas”.
Finalmente, explicou que para que os debates tenham frutos, é vital partilhar entre todos uma “cultura de cumprimento”. Da mesma maneira, instou a atingir uma “cultura da qualidade, de que tudo o façamos bem, uma cultura de eficiência, de ordem, de disciplina, de detalhe, de beleza, de amor. A Revolução é tão humana que temos que concebê-la com amor”.
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Raúl recebeu a diretora executiva do PMA
O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu na tarde da quarta-feira, 12 de junho, a senhora Ertharin Cousin, diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA).
No encontro, a distinta visitante expressou sua satisfação pelo andamento dos projetos de cooperação que o PMA desenvolve com Cuba. Ainda, ratificou a vontade desse organismo internacional de apoiar os esforços de nosso país para o desenvolvimento econômico e social.
A senhora Cousin interessou-se pelo processo de atualização do modelo econômico cubano, especificamente no setor alimentar, e acerca desse tema lhe foi oferecida uma ampla explicação.
O PMA é uma instituição do Sistema das Nações Unidas, especializada na ajuda alimentar.
Durante as conversações estiveram presentes, ainda, a representante do PMA em Cuba, a senhora Laura Melo, e o ministro cubano do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca Díaz.
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Dialoga René González com
universitários cubanos
Dalia González Delgado
"COMO marxista que sou aceito o fato histórico de que não verei o que quero ver. Parece-me natural que o revolucionário nunca chegue a ver tudo aquilo que deseja, porque, caso contrário, em algum ponto deixou de ser revolucionário".
Assim começou sua intervenção o Herói da República de Cuba René González, quem teve um intercâmbio, na quarta-feira, 12 de junho, com os delegados que participam do 8º Congresso da Federação dos Estudantes Universitários (FEU).
"Algumas das coisas que eu quero ver vocês é que as verão, mas têm que construi-las", disse aos ali presentes. "Embora me tenham honrado com seus aplausos e seu apreço, a honra é minha, ou em qualquer caso, a admiração, o respeito, o carinho são recíprocos".
O lutador antiterrorista respondeu interrogantes dos jovens e insistiu na a necessidade de estudar a história sem superficialidades, para sermos capazes de enfrentar a complexidade da realidade global atual.
"Não é isolando-nos do mundo como o vamos fazer. Com as tecnologias atuais é impossível isolar-se", frisou. "Sabemos o que aconteceu no bloco socialista. Para consolidar esta vitória, para torná-la certa, devemos aprofundar, buscar a verdade, os erros, olhar a história bem de perto, porque a construção do socialismo é a obra de pessoas imperfeitas, o resultado de muitas contradições entre nós mesmos, de lutas entre pontos de vista, em um contexto em que o capital é hegemônico".
"Temos que entender por que é necessário que o capitalismo desapareça como sistema”, acrescentou. Quando a gente vê a exuberância de um país tem que entender de onde sai, e por que nós estamos resistindo".
Ainda, o herói cubano exortou a ler Karl Marx e José Martí, "pensadores que viram na profundidade a essência dos fenômenos".
Refletiu, ainda, acerca da importância de escutar todos os jovens, sem exceções. "Vocês são a vanguarda da juventude. Porém, há muitos dos quais é preciso se aproximar, sair das salas de aula e caminhar pela avenida G".
"Alguns nunca chegarão à universidade, mas fazem parte da sociedade. Não podemos esquecer que há muita juventude que não está nas salas de aula, mas que com suas mãos produz as riquezas".
"Na medida em que vocês estejam à altura das circunstâncias que lhes couve viver, estarão fazendo o melhor por meus companheiros presos", afirmou.
O encontro, no qual marcaram presença familiares dos Cinco, serviu, ainda, para que os delegados homenageassem, pelo ensejo do seu aniversário, ao doutor Armando Hart Dávalos, diretor do Gabinete do Programa Martiano e presidente da Sociedade Cultural José Martí.
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Na Venezuela: Relançam programa de saúde visual Missão Milagre
Caracas. — O vice-presidente executivo venezuelano, Jorge Arreaza, anunciou o relançamento do programa de saúde visual, Missão Milagre, cujo fim é devolver a visão a pessoas de escassos recursos mediante cirurgias gratuitas.
Na sede da vice-presidência da República, Arreaza informou que está previsto dotar de insumos médicos e cirúrgicos os centros hospitalares onde tem vida o programa social.
Igualmente, salientou que se manterá e reforçará a Missão a escala internacional que presta seu serviço a nações que fazem parte da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América e países do Caribe.
Adicionalmente, o vice-presidente executivo comunicou “a intenção de trazer pacientes da África a nosso país para avançar na tarefa revolucionária de que todos os povos do mundo alcancem a maior soma de felicidade possível. Este é um tema que nos chega a alma de todos os revolucionários”, apontou.
Da mesma maneira, ressaltou que se fará um plano para continuar a formação acadêmica de oftalmólogos e optometristas na Venezuela e disse que se criarão óticas e laboratórios para gerar cristais e lentes para a dotação da Missão.
“Sentimos orgulho de continuarmos para a frente com a ideia que tiveram os comandantes Fidel Castro (líder histórico da Revolução Cubana) e Hugo Chávez (presidente venezuelano até sua morte em 5 de março passado)”.
Após salientar o papel deste programa médico na diminuição das doenças visuais, Arreaza disse que “logo se instalará uma comissão de enlace das diversas instituições de saúde para impulsionar do mais profundo da Missão Milagre”.
Por outro lado, foi exposta a realização de políticas preventivas pelos Ministérios de Saúde e Educação a fim de diagnosticar nas crianças do país qualquer dificuldade na vista.
Também, notificou-se sobre a formação dum centro de estatística para ter um conhecimento amplo das pessoas que foram beneficiadas pelo programa e de quais necessitam dos serviços humanitários da Missão.
Em 8 de julho de 2004, os governos de Cuba e Venezuela decidiram colocar em andamento um projeto que lhes devolvesse a visão àquelas pessoas que por diversas razões padeciam de problemas oculares e que por carecer dos recursos econômicos necessários, não podiam ser operadas.
Esse projeto humanitário binacional se denominou: Missão Milagre e reforçou-se em 21 de agosto de 2005 com a assinatura do Compromisso de Sandino entre os então presidentes de Cuba e Venezuela, Fidel Castro e Hugo Chávez.
De acordo com autoridades venezuelanas, a Missão Milagre devolveu — desde 2006 até agora — a visão a 2,5 milhões de pessoas na América Latina, o Caribe e África. (PL)
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