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Havana. 24 de Juhlo de 2012

Governo venezuelano acerta o passo na luta contra a insegurança

Lianet Arias Sosa

A aprovação do caráter de “missão do Estado” para uma iniciativa encaminhada a diminuir a insegurança, acerta o passo na luta contra esse flagelo, uma das maiores preocupações na Venezuela.

Depois duma reunião do Conselho de Ministros, o vice-presidente executivo do governo, Elías Jaua, anunciou a aprovação do decreto em torno ao programa, que tem como objetivo “devolver a paz e a tranquilidade aos habitantes desta nação”.

Segundo a opinião do funcionário, a decisão significa um avanço na proteção da vida do povo com “direito a recrear-se, trabalhar e viver com dignidade e segurança”, o que constitui um dos objetivos do processo de transformações liderado pelo presidente Hugo Chávez.

Horas antes, Jaua destacou os esforços da administração, durante 13 anos, para projetar políticas de combate contra a violência criminosa, enfrentamento consolidado em 20 de junho passado com a apresentação da Grande Missão Venezuela a Toda Vida.

A iniciativa, que agora se tornou missão do Estado, tem como base a prevenção integral e o convívio solidário, o fortalecimento dos órgãos de segurança cidadãos e a transformação do sistema judicial, penitenciário e penal.

Ainda, potencializa a criação de mecanismos alternativos de resolução de conflitos, um sistema nacional de atendimento às vítimas e, finalmente, a criação e socialização do conhecimento para o convívio e a segurança dos cidadãos.

Segundo o vice-presidente, a situação de pobreza do povo em épocas anteriores foi o caldo de cultura deste elevado número de vitimários e vítimas na sociedade. Por tal motivo, o governo vai travar esta batalha contra a delinqüência, devido à transformação dessas condições.

Programas destinados a difundir o acesso à saúde e à educação gratuitas, e outros para eliminar a extrema pobreza, o déficit habitacional e aumentar os níveis nutritivos, não só levam ao bem-estar social, mas também buscam tirar a raiz do problema.

Contudo, a todas estas medidas: melhora nos níveis de vida e implementação de uma mudança profunda do modelo policial, deve somar-se o confronto duma cultura incutida pelo capitalismo.

Jaua considerou que é necessário um grande esforço de todos os setores e instituições para mudar as condições culturais que estão incorporadas nas novas gerações uma prática da violência como forma de serem reconhecidas.

Nessa mesma linha, o secretário técnico da comissão presidencial para o Controle das Armas, Munições e Desarmamento, Pablo Fernández, afirmou que as armas estão muito presentes, como elementos de reafirmação da individualidade e da luta pelo próprio na lógica capitalista.

“Tal esquema de valores, absolutamente alheio a nossa cultura, tem sido assumido por um setor da sociedade que para nós é fundamental: as novas gerações”, salientou o funcionário.

Segundo estudos, do total de homicídios nesta nação sul-americana, 15% está ligado ao roubo, enquanto 85% responde ao ajuste de contas — com muita presença de jovens — e a conflitos interpessoais.

“Por essa razão, Venezuela a Toda Vida tem um componente forte de prevenção, e estimula a resolução de diferenças entre vizinhos num âmbito próximo, comunitário, com os tribunais municipais”, explicou Fernández.

Também, acrescentou que nesta área se insere toda a política dirigida à juventude, deixando de lado a concepção da segurança, a partir da lógica da direita conservadora, que aposta em “agredir o povo”.

Para conseguir esses propósitos, políticos, especialistas e o próprio governo insistem na necessidade de que, aos esforços do Executivo se una a ajuda de todos os escalões do Estado.

Durante uma reunião com governadores e prefeitos — incluídos os da oposição — o ministro das Relações Interiores e de Justiça, Tareck El Aissami, insistiu para viabilizar e fomentar um trabalho conjunto, em prol da segurança dos cidadãos.

A esse respeito, instou os representantes de grupos políticos contrários à administração a “abrirem mão do discurso de desqualificações, manipulações e difamação, para começar a pregar com o exemplo”.

Nesse sentido, referiu-se ao caso de Miranda, estado com maior incidência de delinquentes do país e governado por Henrique Capriles, candidato principal às eleições presidenciais de 7 de outubro próximo.

Destacadas figuras do governo e autoridades policiais assinalaram a pouca cooperação e, inclusive, o boicote contra as medidas governamentais para enfrentar a criminalidade nos estados e municípios governados pela oposição. (PL)

 

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