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Havana. 22 de Agosto de 2012

Unasul se solidariza com o Equador e rechaça ameaças do Reino Unido

GUAYAQUIL.— Os chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), apoiaram o governo soberano de Rafael Correa, em relação com a decisão tomada pelo país de oferecer asilo diplomático a Julian Assange e repudiaram a ameaça, por parte do governo do Reino Unido, contra a sede diplomática do Equador em Londres.

O secretário-geral da Unasul, Alí Rodríguez Araque, leu a declaração do bloco regional que inclui sete pontos:

  1. Manifestar sua solidariedade e respaldar o governo da República do Equador perante a ameaça de violação do local de sua legação diplomática.

  2. Reiterar o direito soberano dos Estados de conceder asilo.

  3. Condenar energicamente a ameaça do uso da força entre os Estados assim como reiterar a plena vigência dos princípios consagrados no Direito Internacional, o respeito à soberania e o fiel cumprimento dos Tratados Internacionais.

 4. Reafirmar o princípio fundamental da inviolabilidade dos locais das legações diplomáticas e gabinetes consulares e a obrigação dos Estados receptores, em relação com o estabelecido na Convenção de Viena de 1961 sobre Relações Diplomáticas e a Convenção de Viena de 1963 sobre Relações Consulares.

  5. Reafirmar o princípio de Direito Internacional em virtude do qual não pode invocar-se o direito interno para não cumprir uma obrigação de caráter internacional, como assim está refletido no artigo 27º da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969.

  6. Reiterar a vigência das instituições do asilo e do refúgio para proteger os direitos humanos das pessoas que considerem que sua vida ou integridade física se encontra ameaçada.

  7. Exortar as partes a continuarem o diálogo e a negociação direta, na procura duma solução mutuamente aceitável, de acordo com o direito internacional.

Também em Guayaquil, o 9o Conselho Político da Aliança Bolivariana das Américas (ALBA) se solidarizou com o Equador, numa reunião onde se ratificou a inviolabilidade de qualquer sede diplomática no mundo, assim como o respeito à soberania e à integridade territorial das nações e ao direito internacional.

Os chanceleres e delegados dos países da ALBA resolveram apoiar o governo equatoriano, após as ameaças intimidatórias do Reino Unido, e advertiram a Londres das consequências que desencadearia uma agressão dessa índole, segundo a Declaração final do encontro, aprovada por unanimidade. (Telesur)

 

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