Presos Políticos do Império| MIAMI 5      

     

Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

N o s s a   A m é r i c a

Havana. 19 de Juhlo de 2011

O pretenso cerco dos EUA contra a Bolívia

Patricio Montesinos

A exacerbação das diferenças sociais internas, as relações tensas entre os governos de Santiago do Chile e o de La Paz, pelo conhecido diferendo marítimo e as revelações da imprensa acerca da possível instalação de bases militares dos Estados Unidos na fronteira do Paraguai com a Bolívia, põem a nu um plano de Washington para cercar essa nação sul-americana.

Evo Morales tem suficiente apoio popular para vencer seus inimigos.
Evo Morales tem suficiente apoio popular para vencer seus inimigos.

Os acontecimentos das últimas semanas relacionados com a Bolívia demonstram que a administração norte-americana organiza um complô para tentar, com uma suposta derrubada do presidente Evo Morales, acabar com o processo de integração que atualmente vive a América Latina, na contramão dos interesses hegemônicos da Casa Branca, depois do recente golpe de Estado contra o presidente paraguaio Fernando Lugo.

Os Estados Unidos consideram que agora a Bolívia pode ser o elo mais fraco da cadeia que hoje une a América Latina com um importante grupo de países imersos em processos revolucionários e de defesa de sua soberania e independência, que nada querem saber sobre o outrora domínio de Washington nesta região.

Segundo os analistas políticos, para consolidar seu novo plano perverso, a Casa Branca conta com o apoio da direita governante no Chile, que acirrou suas posições com a vizinha Bolívia e com os golpistas franquistas paraguaios, financiados pelo Pentágono e seus serviços secretos.

Há alguns dias, a imprensa noticiou que um deputado da extrema direita, envolvido na derrubada de Lugo, negociou com o governo de Barack Obama a instalação de bases militares norte-americanas na fronteira paraguaio-boliviana.

Até o momento, Washington não reagiu ante essa notícia, como costuma fazer sempre quando planeja suas atuações de desestabilização ou suas agressões militares contra qualquer nação do mundo. Mas acontece que quando se ouvem os trovões, a chuva vem atrás, segundo a sabedoria popular.

O complô dos EUA também inclui ações subversivas internas, concebidas com a enfraquecida e desprestigiada direita tradicional boliviana, envolvida diretamente na revolta policial que teve lugar há duas semanas nesse país e nos conflitos indígenas, como o da região do Tipnis, utilizados para criar uma imagem de suposto caos e de enfraquecimento do Executivo do presidente Morales.

Com certeza, a imprensa conservadora nacional, além de conhecidos meios internacionais golpistas, como a rede norte-americana CNN e outras espanholas como El País, do consórcio conspirativo Prisa, fazem parte da operação desestabilizadora contra a Bolívia.

Mas, para pesar de Washington, que menospreza a inteligência natural da cultura milenar indígena, as autoridades e o povo boliviano estão a par das ações de seus contrários, para tentar acabar com o processo de mudanças nessa nação sul-americana, onde prima a serenidade e a resposta adequada em cada lugar e momento oportunos.

Os conluiados contra a Bolívia, semelhantes aos que o fizeram no Paraguai e também o fazem contra a Venezuela e Equador, para só citar alguns países, alvos permanentes da Casa Branca, não poderão materializar seu objetivo porque Evo Morales tem suficiente apoio popular para desferir outra derrota a seus inimigos.
 

IMPRIMIR ESTE MATERIAL


Diretor Geral: Lázaro Barredo Medina. Diretor Editorial: Gustavo Becerra Estorino
HOSPEDAGEM: Teledatos-Cubaweb. Havana
Granma Internacional Digital: http://www.granma.cu/

  Inglês | Francês | Espanhol | Alemão | Italiano | Só TEXTO
Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

© Copyright. 1996-2012. Todos os direitos reservados. GRANMA INTERNACIONAL/ EDICAO DIGITAL

Subir