A Revolução bolivariana tem
candidato para as eleições presidenciais de 7de
outubro de 2012. Segunda-feira, 11 de junho,
acompanhado de seu povo, Hugo Chávez oficializou sua
inscrição ante o Conselho Nacional Eleitoral. E a
partir desse instante, como anunciara o líder
venezuelano, começou uma nova batalha de Carabobo,
nesta ocasião contra a oligarquia sipaia e
pitiyanqui que já tem inscrito seu candidato
majunche.
Em Cuba muitos se perguntarão porque
chamam assim ao candidato da oposição, Henrique
Capriles Radonsky. De moda nas expressões populares
e nos debates das redes sociais, "majunche" é um
termo de invenção venezuelana, que significa "qualidade
inferior, desluzido, medíocre". E este vocábulo
encaixa perfeitamente no perfil
ético-político-social do contrário de Chávez, sem
dúvida, o pior candidato que a direita venezuelana
se poderia ter buscado.
Por tal motivo, Chávez começa sua
campanha com uma vantagem lapidária sobre Capriles.
Esta é uma realidade expressa em todas as enquetes e
no espírito de vitória que transmitem as forças
populares que o apóiam. Mas que ninguém pense que a
batalha será fácil: analistas políticos estimam que
somente na pré-campanha eleitoral , o "majunche"
dispôs de US$ 1 bilhão, fundos que procedem, com
certeza, daqueles que têm seus olhos postos na
riqueza petroleira venezuelana.
AS FORTALEZAS DE CHÁVEZ
A primeira fortaleza de Chávez — e
seu principal capital político — é manter intato o
apoio popular, depois de 13 anos liderando o
processo revolucionário. A segunda, ter entrado na
história da Venezuela como o presidente que devolveu
ao povo a capacidade de sonhar e de crescer, como o
presidente que reviveu os sonhos inconclusos de
Bolívar e que freou a intervenção imperialista na
vida econômica e política do estratégico país sul-americano.
Chávez volta sem ter que fazer
nenhuma promessa. Tem muitops sonhos cumpridos.
Lembremos que em 28 de outubro de 2005 a Venezuela
foi declarada pela Unesco Território Livre de
Analfabetismo. Hoje é o segundo país
latino-americano e quinto no mundo com maior
matrícula universitária. Mais de dez milhões de
venezuelanos vão todos os dias à escola, em todos os
níveis. Foram construídas mais de 4.500 escolas em
dez anos e criaram-se 15 instituições de educação
superior.
Em todo o país emerge a
impressionante obra social: o combate contra a
extrema pobreza atinge hoje 10,7%. O acesso a água
potável é de 96%. Aproximadamente 1.305 mil
aposentados incorporaram-se ao seguro social. O
desemprego diminuiu à cifra de 7,4%. As missões
sociais (Mercal, Pdval, PAE, Bairro Adentro, Missão
Vivenda, Cultura, e outras) continuam seu avançado
ritmo de atenção e trabalho para dignificar os
excluídos.
Utilizando uma frase popular, Chávez
sempre responde às mesquinhas campanhas da mídia
opositora: "Aquele que tiver olhos que veja"!...Mas
a obra revolucionária tem sido tão ampla e
abrangente que os olhos já não são suficientes para
olhar. Então, devemos apelar à memória, aos
sentimentos, para entender porque as pessoas dizem
nas ruas que os oligarcas "não voltarão".
...MAS QUEREM VOLTAR
Meses antes de tornar oficial sua
candidatura, Henrique Capriles Radonsky começou a
repetir seu discurso do "ônibus do progresso". Um
conto vazio e populista, ao estilo de "havia uma
vez...um jovem valente que chegou para salvar seu
país". O caminho eleito para essa missão é o da
chamada Terceira via (lembremos as campanhas de
Anthony Blair, na Grã-Bretanha; Ricardo Lagos, no
Chile; Oscar Arias, na Costa Rica, e até William
Clinton, nos EUA). De maneira que a proposta do "ônibus"
não é nova.
Não é casual que na chamada pré-campanha
de Capriles Radonsky , a banca privada organizara os
eventos Palavras para a Venezuela, tornando públicas
"as virtudes de uma terceira via frente ao
socialismo e ao capitalismo". A analista Eyli Navas
qualificou esta estratagema como o "ônibus do
retorno". A direita quer retornar ao poder custe o
que custar e através de qualquer via.
Agora, afirmou Navas, através do que
Carlos Marx denominou como "reformismo burguês".
A Terceira via, segundo Navas, está
sendo utilizada na campanha de Capriles para
encantas as massas. Mas realmente tem objetivos
claros: recuperar a neocolonia transnacionalizada,
enterrar o bolivarianismo, eliminar os processos de
integração na América Latina, desmembrar as Forças
Armadas, privatizar as riquezas públicas, acabar com
as missões sociais, anular as leis do Poder Popular
e perseguir e julgar os líderes revolucionários,
eliminando qualquer possibilidade de rebento de seus
ideais.
Queiram quer não, a "terceira via,
ou "ônibus do progresso", ou o filme de Capriles
Radonsky "casa por casa", está condenada a sofrer a
maior das derrotas. Para Chávez e seu povo não há
outra alternativa.