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N o s s a   A m é r i c a

Havana. 14 de Junho de 2011

Hugo Chávez em campanha

Félix López

A Revolução bolivariana tem candidato para as eleições presidenciais de 7de outubro de 2012. Segunda-feira, 11 de junho, acompanhado de seu povo, Hugo Chávez oficializou sua inscrição ante o Conselho Nacional Eleitoral. E a partir desse instante, como anunciara o líder venezuelano, começou uma nova batalha de Carabobo, nesta ocasião contra a oligarquia sipaia e pitiyanqui que já tem inscrito seu candidato majunche.

Em Cuba muitos se perguntarão porque chamam assim ao candidato da oposição, Henrique Capriles Radonsky. De moda nas expressões populares e nos debates das redes sociais, "majunche" é um termo de invenção venezuelana, que significa "qualidade inferior, desluzido, medíocre". E este vocábulo encaixa perfeitamente no perfil ético-político-social do contrário de Chávez, sem dúvida, o pior candidato que a direita venezuelana se poderia ter buscado.

Por tal motivo, Chávez começa sua campanha com uma vantagem lapidária sobre Capriles. Esta é uma realidade expressa em todas as enquetes e no espírito de vitória que transmitem as forças populares que o apóiam. Mas que ninguém pense que a batalha será fácil: analistas políticos estimam que somente na pré-campanha eleitoral , o "majunche" dispôs de US$ 1 bilhão, fundos que procedem, com certeza, daqueles que têm seus olhos postos na riqueza petroleira venezuelana.

AS FORTALEZAS DE CHÁVEZ

A primeira fortaleza de Chávez — e seu principal capital político — é manter intato o apoio popular, depois de 13 anos liderando o processo revolucionário. A segunda, ter entrado na história da Venezuela como o presidente que devolveu ao povo a capacidade de sonhar e de crescer, como o presidente que reviveu os sonhos inconclusos de Bolívar e que freou a intervenção imperialista na vida econômica e política do estratégico país sul-americano.

Chávez volta sem ter que fazer nenhuma promessa. Tem muitops sonhos cumpridos. Lembremos que em 28 de outubro de 2005 a Venezuela foi declarada pela Unesco Território Livre de Analfabetismo. Hoje é o segundo país latino-americano e quinto no mundo com maior matrícula universitária. Mais de dez milhões de venezuelanos vão todos os dias à escola, em todos os níveis. Foram construídas mais de 4.500 escolas em dez anos e criaram-se 15 instituições de educação superior.

Em todo o país emerge a impressionante obra social: o combate contra a extrema pobreza atinge hoje 10,7%. O acesso a água potável é de 96%. Aproximadamente 1.305 mil aposentados incorporaram-se ao seguro social. O desemprego diminuiu à cifra de 7,4%. As missões sociais (Mercal, Pdval, PAE, Bairro Adentro, Missão Vivenda, Cultura, e outras) continuam seu avançado ritmo de atenção e trabalho para dignificar os excluídos.

Utilizando uma frase popular, Chávez sempre responde às mesquinhas campanhas da mídia opositora: "Aquele que tiver olhos que veja"!...Mas a obra revolucionária tem sido tão ampla e abrangente que os olhos já não são suficientes para olhar. Então, devemos apelar à memória, aos sentimentos, para entender porque as pessoas dizem nas ruas que os oligarcas "não voltarão".

...MAS QUEREM VOLTAR

Meses antes de tornar oficial sua candidatura, Henrique Capriles Radonsky começou a repetir seu discurso do "ônibus do progresso". Um conto vazio e populista, ao estilo de "havia uma vez...um jovem valente que chegou para salvar seu país". O caminho eleito para essa missão é o da chamada Terceira via (lembremos as campanhas de Anthony Blair, na Grã-Bretanha; Ricardo Lagos, no Chile; Oscar Arias, na Costa Rica, e até William Clinton, nos EUA). De maneira que a proposta do "ônibus" não é nova.

Não é casual que na chamada pré-campanha de Capriles Radonsky , a banca privada organizara os eventos Palavras para a Venezuela, tornando públicas "as virtudes de uma terceira via frente ao socialismo e ao capitalismo". A analista Eyli Navas qualificou esta estratagema como o "ônibus do retorno". A direita quer retornar ao poder custe o que custar e através de qualquer via.

Agora, afirmou Navas, através do que Carlos Marx denominou como "reformismo burguês".

A Terceira via, segundo Navas, está sendo utilizada na campanha de Capriles para encantas as massas. Mas realmente tem objetivos claros: recuperar a neocolonia transnacionalizada, enterrar o bolivarianismo, eliminar os processos de integração na América Latina, desmembrar as Forças Armadas, privatizar as riquezas públicas, acabar com as missões sociais, anular as leis do Poder Popular e perseguir e julgar os líderes revolucionários, eliminando qualquer possibilidade de rebento de seus ideais.

Queiram quer não, a "terceira via, ou "ônibus do progresso", ou o filme de Capriles Radonsky "casa por casa", está condenada a sofrer a maior das derrotas. Para Chávez e seu povo não há outra alternativa.

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