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Havana. 20 de Junho de 2012

A Conferência do Desarmamento deveria contribuir à eliminação do arsenal nuclear

GENEBRA, 19 de junho.— Cuba insistiu, perante a Conferência do Desarmamento, na necessidade de avançar até a eliminação e proibição absoluta do arsenal nuclear, o qual constitui a principal ameaça para a segurança internacional.

"Esta não pode ser uma tarefa pendente, continuamente posposta", disse o delegado cubano Yusnier Romero.

Lembrou que, atualmente, existem mais de 20 mil armas atômicas, e delas 5 mil estão prontas para serem utilizadas de imediato.

O delegado cubano considerou preocupante e inaceitável a existência de doutrinas de defesa baseadas na chamada "dissuasão nuclear", e assinalou que com esse pretexto fundos milionários são destinados para o desenvolvimento de novos tipos de armas.

"Não há dúvidas de que a segurança internacional está ameaçada pela existência dessas armas, e sua total eliminação é uma questão de sobrevivência para a humanidade", afirmou.

"A Conferência de Desarmamento — disse — deveria contribuir a tão importante e transcendental esforço, mediante a adoção, sem demora, duma convenção que disponha a eliminação total de tais arsenais, num período de tempo determinado".

O delegado cubano denunciou a falta de decisão política de avançar até esse objetivo, e reiterou o chamamento do Movimento dos Países Não Alinhados para trabalhar na convocatória duma conferência internacional que determine as formas e meios de banir as armas atômicas.
 

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