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M a i s   I n f o r m a ç õ e s

Havana. 14 de Agosto de 2012

"Muitas coisas boas esperam a
René em Cuba"

"NESTE 13 de agosto vivemos uma situação rara. René completa 56 anos, não está trás as grades, mas não é livre; podemos dizer que está em solitário, a não ser quando recebe visita familiar. Está sozinho", afirmou Olga Salanueva, esposa do antiterrorista René González Sehwerert, em exclusiva para o semanário cubano Trabajadores.

"René não pode fazer vida social, ter relacionamentos, ser amigo de seus vizinhos nem receber ninguém porque o perigo está em toda parte. Isso o comprovamos recentemente quando seu irmão morreu. Se naquele dia ao menos tivesse estado no cárcere, alguém teria colocado uma mão acima do ombro e teria conversado com ele por alguns instantes. Mas nas atuais circunstâncias não houve nada disso".

"A liberdade supervisada não foi criada para o que está acontecendo com René, está feita para ajudar à reinserção social daqueles que completam condenações em prisão. Essa é uma incongruência: aquela não é a sociedade de René e ele não pode reincorporar-se a sua família porque, por ordem do governo dos Estados Unidos, eu fui deportada e vim para Cuba com minhas filhas; eles não conseguiram que René claudicasse nem fosse testemunha da Procuradoria".

"A liberdade supervisada também tem como objetivo que a pessoa se capacite. Depois de passar um tempo em prisão as habilidades se perdem: René é piloto e não tem a possibilidade de renovar sua licença nem tirar licença para dirigir porque teria que dar seu endereço. A ele cabe apoiar economicamente a sua família, mas, de que forma? Deveria estar em nossa casa para comemorar seu aniversário em liberdade verdadeira".

RECUSAM MODIFICAÇÃO DE LIBERDADE SUPERVISADA

Uma nova manobra política impede que o caso dos Cinco seja assistido pela justiça. A Procuradoria estadunidense, como prova de seu habitual rancor contra os antiterroristas cubanos, recusou a moção apresentada por René González Sehwerert, no passado 22 de junho, perante a Corte do Distrito Sul da Flórida, onde solicitava lhe fossem modificadas as condições de sua liberdade supervisada e lhe permitissem cumprir o resto do tempo em seu país.

"A Procuradoria buscará os meios para tentar que os Cinco cumpram até o último minuto, como vingança. Dizem que René é um perigo para essa sociedade e três vezes o procurador expôs que ele não se arrependeu; de que ele tem que arrepender-se se eles estavam nos Estados Unidos pela necessidade de nosso povo de defender-se da morte e do terror?

"Por isso assumiram essas longas sentenças. René cumpriu até o último dia pela convicção de fazer o que é certo. Numa carta que eu lhe enderecei à juíza sugeri que se era um perigo para os Estados Unidos, que o enviassem para Cuba e assim dávamos um final justo a este caso; eles poderiam livrar-se do suposto perigo e nós o recebíamos com todo o amor".

"A resposta da Procuradoria é uma evidência do pouco valor que o governo dos Estados Unidos dá à família cubana, o mesmo que dão os terroristas e por essa avaliação temos essa enorme cifra de lesados e mortos por ações criminosas".

"Por que se empenham em acrescentar mais dor a ele e à sua família se René é um dos poucos cidadãos do mundo que depois de sair do cárcere não se pode reunir com seus seres queridos? Eles estão renovando o desafio.

"Aplicam essa punição adicional a René por ser cidadão norte-americano, mas ele manifestou sua disposição a renunciar a ela. Ainda não houve resposta da juíza nesse sentido e a Procuradoria fez ouvidos moucos à proposta".

OUTRO VISTO NEGADO

A Repartição de Washington em Havana, negou novamente a Olga Salanueva a licença para viajar a esse país e encontrar-se com seu esposo. Mas, ela não vai renunciar à solicitação de vistos.

"É um direito nosso, recentemente Adriana e eu fizemos isso, e disseram-nos que não era o momento. Essa necessidade também está exposta na moção e não vou deixar de exigi-la, já não há que pedir licença para entrar à prisão, René está numa casa e não tem lógica que não possa estar ao lado dele. Se eu não posso entrar a esse país, que René venha ao nosso". (Extraído do semanário Trabajadores)
 

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