Garantia de una educação para todos
Olga Díaz Ruiz
"CONCEBIDO no processo revolucionário desde sua
gênese, Cuba conta com um projeto social focalizado
no desenvolvimento e atenção integral às crianças,
adolescentes e jovens com necessidades educativas
especiais (NEEs). Hoje, 50 anos depois, esta
modalidade de ensino se encontra envolvida em um
processo de aperfeiçoamento e consolidação da obra
que realiza, como parte de seu compromisso social,
com o país e com as pessoas com NEEs", afirmou ao
jornal Granma, a diretora nacional de Ensino
Especial, Moraima Orozco Delgado.
"Diferentemente de alguns métodos internacionais,
nosso país interpreta o movimento da inclusão como a
garantia de uma educação para todos, e nesse sentido
temos conseguido, paulatinamente, integrar os
escolares com NEEs ao ensino regular.
"Cada ano letivo, mais de 39 mil novos alunos de
zero a 21 anos de idade, começam nas escolas deste
tipo de ensino. E deles, por volta de 4 mil
estudantes com essas características conseguem ser
transferidos para o ensino regular", precisou
Orozco. "E, aliás, durante este período letivo mais
de cem deles acederam ao nível superior, o qual
constitui um exemplo da efetividade deste processo.
"Mas para que decorra de maneira bem-sucedida,
insistiu, é preciso conceber antes a preparação dos
professores, dos diferentes tipos de ensino, e dos
grupos que vão receber esses estudantes. Em cada
caso, se requer pensar e projetar uma estratégia
metodológica, científica e pedagógica que assegure a
qualidade da educação do aluno com NEEs, nas novas
condições. A experiência se comportou de maneira
favorável, mas ainda temos muito que fazer",
acrescentou.
"As escolas especiais sempre vão funcionar e
atender a uma população escolar determinada",
explicou. "Mas o objetivo é que se transformem,
futuramente, em centros de recursos e apoio aos
outros ciclos, para que neles os alunos com NEEs
possam desenvolver-se de forma plena e receber a
atenção que requerem.
"A educação especial cubana tem, aliás, uma
função de trânsito, isto é, os educandos permanecem
nas escolas por um período de tempo, até que seja
possível conseguir sua inserção no ensino regular. O
grande desafio que temos é continuar aperfeiçoando
as práticas educativas para elevar a qualidade deste
trabalho.
"Naturalmente, assinalou, nosso trabalho incide
também intensamente sobre a orientação da família,
para que continue no lar o trabalho feito pela
escola. Em parceria com os pais e os fatores da
comunidade, nos cabe preparar os educandos para a
vida adulta e independente, e assegurar-lhes um
emprego digno, que permita seu desenvolvimento
socialmente útil. O empenho de cada dia é fazer um
maior esforço e fazê-lo com muito amor".