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COPA
MUNDIAL DE BEISEBOL
Cuba tentará recuperar o primeiro
lugar
Anne-Marie García
• O time Cuba de beisebol vai
estrear um técnico, Esteban Lombillo, e um capitão,
Frederich Cepeda, para reconquistar o primeiro lugar
na Copa Mundial, que se efetuará neste mês de
setembro, em várias cidades europeias.
Esteban Lombillo, diretor do time
Habana, que ganhou o Campeonato Nacional, afirmou
que "nosso dever é ganharmos. Não temos outra
alternativa". E para consegui-lo, "contamos com um
time talentoso, disciplinado, com figuras jovens e
com outros jogadores que têm experiência
internacional".
O time é integrado por 14 jogadores
que participaram do 2º Clássico Mundial, onde Cuba
não se classificou para a final, além de 13
jogadores que participaram dos Jogos Olímpicos
passados, onde a Ilha ganhou a medalha de prata.
Entretanto. quatro jogadores vão
representar Cuba pela primeira vez: José Dariel
Abréu, primeiro base; Yorbis Borroto, cortador; e os
arremessadores Miguel Alfredo González e Freddy
Asiel Álvarez.
Lombillo explicou que seus jogadores
têm potencial nas corridas às bases, na ofensiva e
no arremesso.
"Temos jogadores muito velozes como
Olivera, Martin, Duvergel, Céspedes, Abréu, e outros
com muita força no taco como Sánchez e Despaigne.
Quer dizer, temos ótimos jogadores para formar um
bom time", comentou.
Contudo, existe uma incógnita sobre
quem vai jogar como cortador, pois ainda não se
decidiu se Luis Miguel Navas ou Yorbis Borroto.
Lombillo esclareceu algumas dúvidas
sobre o talento dos dois jogadores, mas expressou
que "nenhum dos dois jogou como regular no time
Cuba".
Três veteranos integram o grupo de
apanhadores, Ariel Pestano, o mais experiente, Eriel
Sánchez e Yosvani Peraza, estes dois últimos são
jogadores com muita força no taco.
Os lançadores direitos Pedro Luiz
Lazo e Norge Luis Vera, com muita experiência
internacional, lideram o grupo de arremessadores.
Também destacam quatro arremessadores do time
Habana: Miguel Alfredo González, Jonder Martínez,
Yulieski González e Yadier Pedroso.
FREDERICH CEPEDA, O NOVO CAPITÃO
O capitão Frederich Cepeda, com uma
averagem de 500, marcou três home runs e empurrou 10
corridas no 2º Clássico Mundial.
A defensiva é integrada também pelos
jardineiros Alfredo Despaigne (no Campeonato
Nacional marcou 32 home runs), Johennis Céspedes,
Georvis Duvergel e Leonys Martín.
Liderados por Yulieski Gourriel e
Michel Enríquez, com muita experiência, os demais
jogadores também têm grande força no taco. Héctor
Olivera e Ariel Borrero também têm ótimo desempenho
na ofensiva.
"Temos um time com jogadores de
experiência e com jovens que aspiram a entrar na
história. A ofensiva será o trunfo para o time",
afirmou Gourriel ao Granma Internacional (GI).
No total, 20 times divididos em
cinco grupos jogarão uma Copa Mundial atípica, com
sede em várias cidades europeias e a final será na
Itália.
Cuba integra o grupo que jogará em
Barcelona, Espanha e fará sua primeira apresentação
em 10 de setembro contra Porto Rico. A Espanha e a
África do Sul são os outros times desse grupo.
O grupo A, com sede em Praga, é
integrado pela Austrália, México, República Tcheca e
Taiwan. O grupo C jogará na Suécia com o anfitrião,
Antilhas Holandesas, Canadá e Coreia. O grupo D, em
Zagreb, com a Croácia, Grã-Bretanha, Japão e
Nicarágua. O grupo D é integrado pelo campeão
defensor, Estados Unidos, China, Venezuela e a
anfitriã, Alemanha.
A organização da Copa Mundial na
Europa parece não ter ajudado muito no afã do
beisebol de retornar ao programa olímpico em 2016,
pois o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu
propor o golfe e o rúgbi para esse certame e
rejeitou o beisebol, o softbol, o squash, o caratê e
a patinação.
CUBA REJEITA EXCLUSÃO DO BEISEBOL
DOS JOGOS OLÍMPICOS
"Roubaram nosso sonho", afirmou o
legendário jogador de beisebol Omar Linares, ao se
referir à decisão do COI.
Omar Linares, considerado o melhor
jogador de beisebol cubano de todos os tempos,
afirmou que os Jogos Olímpicos constituem o maior
certame para um esportista e salientou que os dois
títulos que ganhou em 1992 e 1996 são os mais
importantes de sua carreira.
Por seu lado, o presidente do Comitê
Olímpico Cubano, José Ramón Fernández, condenou a
decisão do COI.
"Acreditamos que a seleção destes
dois esportes não satisfaz o interesse, a esperança,
e a expectativa da maioria dos povos e dos comitês
olímpicos nacionais", comentou Fernández em
declarações à agência Prensa Latina.
Fernández ressaltou que "o golfe é
um esporte de elite, das classes mais altas e não
deve ser colocado acima de outros mais populares".
O presidente do Instituto Cubano de
Esportes (Inder), Christian Jiménez, expressou que
se "cometeu uma injustiça imperdoável ao ignorar a
solicitação de retorno do beisebol".
Para Jiménez, "embora a decisão
final ainda não fosse tomada pelo plenário do COI
(que será em outubro), as condições criadas indicam
que o rúgbi e o golfe vão entrar no programa
olímpico".
"Os elevados lucros econômicos que
se obtêm destas duas disciplinas, sem importar os
interesses de milhões de pessoas são os que
prevalecerão na decisão", disse o funcionário
cubano.
Frederich Cepeda, capitão do time
cubano, qualificou de "caprichosa" a decisão do COI.
"É injusto", acrescentou e explicou que um jogador
de beisebol "sempre luta por ser olímpico; eu fui
duas vezes e é inesquecível".
Para a aprovação final dos dois
esportes, é preciso votação por maioria simples na
assembléia do COI, em outubro.
O beisebol e o softbol tentavam
retornar aos jogos Londres 2012, depois de serem
eliminados do programa há quatro anos.
Em Cuba, o beisebol é o esporte
nacional, e desde a inclusão da disciplina nos Jogos
Olímpicos em 1992, o time da Ilha conquistou três
medalhas de ouro (1992, 1996 e 2004) e duas de prata
(2000 e 2008). •
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