Obama pode e
deve libertar os Cinco
• Afirmou Ricardo Alarcón na
Venezuela
• CARACAS — O presidente Parlamento
cubano, Ricardo Alarcón, instou, em 10 de novembro,
os Estados Unidos a demonstrarem, com a libertação
dos Cinco antiterroristas presos e a detenção de
dois conhecidos terroristas, uma atitude de mudança
política em relação à América Latina.
Numa
alocução na Assembleia Nacional da Venezuela,
Alarcón afirmou que o presidente Barack Obama pode,
deve e tem a obrigação moral, política e jurídica de
exercer a autoridade constitucional e de libertar
Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero,
Gerardo Hernández e René González.
"Obama, que falou de um novo começo
nas relações com Cuba, deve apenas começar por aí,
que não se confunda, caso contrário seria confirmar
a mesma política de terrorismo", apontou Alarcón.
O presidente do Parlamento cubano
instou Obama a que, em vez de promover o belicismo e
construir bases militares, faça o que os povos
latino-americanos esperam: libertar os Cinco e
prender Luis Posada Carriles e Orlando Bosch.
Lembrou que Posada e Bosch participaram de ações,
como a destruição em pleno voo de um avião civil
cubano em 1976, de diversos crimes na Venezuela e na
América Central. Alarcón salientou também que Posada
Carriles ordenou a colocação de bombas em Havana.
A Assembleia Nacional da Venezuela
expressou sua solidariedade aos Cinco, ao receber
Alarcón e familiares dos antiterroristas cubanos.
A presidenta do Parlamento
venezuelano, Cilia Flores, chamou atenção para a
contradição de que os Cinco permaneçam presos num
país que se arvora em líder da luta antiterrorista
mundial e para o fato de os EUA prendem os que lutam
contra esse fenômeno. (PL) •
- MIAMI
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