Séria
insegurança alimentar afeta
31 países
• MADRI — Os preços dos alimentos
nos países pobres que são importadores líquidos de
alimentos ainda são muito altos, apesar da boa
colheita mundial de cereais registrada em 2009,
segundo afirmou na terça-feira, 10 de novembro, a
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a
Alimentação (FAO), que afirmou que a séria
insegurança alimentar afeta 31 países que precisam
de ajuda de emergência.
Assim,
no leste da África, a situação é particularmente
séria, já que a seca e os conflitos levaram umas 20
milhões de pessoas a precisarem de tal ajuda,
segundo a FAO. "Para os mais pobres do mundo, que
gastam até 80% da renda familiar em alimentos, a
crise dos preços ainda não acabou", advertiu o
diretor-geral adjunto da FAO, Hafez Ghanem.
Na África Oriental, a situação é
muito preocupante devido à má colheita e a escassez
de forragem, por causa da falta de chuvas em
diversas zonas, do incremento dos conflitos, das
interrupções no comércio e da persistência de preços
elevados.
Segundo o relatório, que esta
agência da ONU publica em cada três meses, cerca de
3,8 milhões de quenianos sofrem insegurança
alimentar extrema, muitos deles em áreas de
pastoreio e agricultura marginais. Na Etiópia, o
número de pessoas que precisa de ajuda alimentar
emergente atingiu 6,2 milhões.
Em Uganda, ao redor de 1,1 milhão de
pessoas necessitaram ajuda alimentar. No Sudão e
Darfur está piorando a já precária segurança
alimentar da população, visto que uns 5,9 milhões de
pessoas necessitam ajuda alimentar. (Europa Press)
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