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C U B A

Havana. 16 de novembro, de 2009    

10º ANIVERSÁRIO DA ESCOLA LATINO-AMERICANA DE MEDICINA (ELAM)

Ideias de Fidel tornadas realidade

José A. de la Osa. Fotos: Otmaro Rodríguez

• "A Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM) é a realização das ideias de Fidel, expressão de sua concepção sobre o ser humano e o mundo, dos princípos que sustentam uma verdadeira Revolução", revelou o ministro da Saúde, dr José Ramón Balaguer Cabrera, no ato comemorativo pelo seu 10º aniversário, que teve lugar em 15 de novembro, na Praça das Nações dessa instituição.

O reitor Juan Carrizo entregou a José Ramón Machado Ventura o diploma de reconhecimento a Fidel por ter concebido e tornado realidade uma Escola de solidariedad, irmandade e justiça.
O reitor Juan Carrizo entregou a José Ramón Machado Ventura o diploma de reconhecimento a Fidel por ter concebido e tornado realidade uma Escola de solidariedad, irmandade e justiça.

Salientou que os estudantes dessa Escola, com sua integração, são um reflexo do que necessita a humanidade: esse sentimento que se arraiga e se fortalece quando as relações demonstram que não existem diferenças entre uns e outros. É um único ser humano com o mesmo destino, necessidades e objetivos, com a mesma busca dum futuro melhor.

O ato foi presidido pelo primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura, o qual recebeu, em nome de Fidel, um diploma de reconhecimento por ter concebido e tornado realidade uma escola de solidariedade, irmandade e justiça. Também recebeu o diploma conferido ao general-de-exército Raúl Castro Ruz.

Da mesma maneira, entregaram-se diplomas a José Miyar Barruecos, a José Ramón Balaguer e ao reitor Juan Carrizo Estévez.

O ministro da Saúde Pública elogiou os professores e trabalhadores da Escola que, disse, pode exibir um bonito histórico no momento em que processos de grande transcendência têm lugar na América Latina na luta para conquistar um mundo melhor para os nossos povos, face ao império que tenta nos roubar o futuro.

Tanto Balaguer quanto o reitor Carrizo ofereceram uma panorâmica qualitativa e quantitativa dos dez anos de existência da ELAM, durante os quais se formaram 7.256 médicos de 30 países, com uma missão bem definida pelo seu criador: a formação de médicos gerais básicos, voltados para o atendimento primário de saúde como cenário fundamental do seu desempenho profissional, com uma elevada preparação científico-técnica, humanista, ética e solidária, capazes de agirem no seu entorno de acordo com as necessidades de saúde da região, visando contribuírem para o desenvolvimento humano sustentável.

Atualmente, a matrícula de pré-graduação beira 21.359 estudantes, que inclui os 12.017 do Novo Programa de Formação de Médicos Latino-Americanos, distribuídos pelas atuais Universidades e Faculdades de Ciências Médicas do país, a sede da ELAM e a faculdade caribenha de Santiago de Cuba, nas quais estão representados 100 países.

A maioria dos estudantes é de origem humilde, filhos de operários e camponeses, alguns de famílias muito pobres e de locais afastados de diversos povos originários e étnicos.

Depois do surgimento da ALBA como processo de integração e cooperação entre os nossos povos, a Venezuela criou uma ELAM onde ingressam estudantes de diferentes países. Também mais de 25 mil estudantes venezuelanos estão se formando com a participação direta dos nossos professores colaboradores, em todas as áreas docentes onde é possível a presença destes estudantes, incluindo em áreas de bairro adentro.

O dr Carrizo sublinhou que a característica fundamental deste médico formado em Cuba é o desenvolvimento de valores éticos profissionais, solidários, internacionalistas, alta sensibilidade humana e elevada preparação científico-técnica.

"Obrigado comandante por sua lição de humanismo, por sua certeza de que um mundo melhor é possível", disse o reitor, e depois acrescentou: "Os graduados, estudantes, familiares e os povos beneficiados com este nobre projeto de paz, proclamamos com justeza ‘nosso Nobel da esperança’".

No ato discursou também o estudante Alihuen Antileo García, do Chile (mapuche), presidente da Organização Estudantil da instituição, além do doutor Carlos Flores García, guatemalteco, da primeira formatura da ELAM, em 2005.

Alihuen afirmou ter certeza de que o caminho é a "Medicina apaixonada pela arte de prevenir e curar" e não pelo papel verde que se desvaloriza como a moral daqueles médicos de carteira formados pelo capitalismo, e destacou que "os filhos da humanidade excluída estamos educando-nos nada mais nada menos que em Cuba".

O dr Flores disse, "à maneira de reflexão", que enquanto os Estados Unidos mantêm em nossas terras uma Escola das Américas, onde se formam centenas de militares para os exércitos repressores na América Latina e instalam bases militares, os milhares de médicos formados da ELAM "salvamos vidas, abrimos postos e centros de saúde. Por isso, um dia como hoje, exorto o presidente dessa nación a seguir o exemplo de Cuba. "Funde Escolas de Medicina, senhor presidente, ajude-nos nesta região a construir conhecimentos!", disse.

Assistiram também outros membros do Bureau Político e do Secretariado, dirigentes do Partido, do Estado e de organizações estudantis e representantes do corpo diplomático. •
 

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