Ideias de Fidel
tornadas realidade
José A. de la Osa. Fotos: Otmaro Rodríguez
• "A Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM) é
a realização das ideias de Fidel, expressão de sua
concepção sobre o ser humano e o mundo, dos
princípos que sustentam uma verdadeira Revolução",
revelou o ministro da Saúde, dr José Ramón Balaguer
Cabrera, no ato comemorativo pelo seu 10º
aniversário, que teve lugar em 15 de novembro, na
Praça das Nações dessa instituição.
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O reitor Juan
Carrizo entregou a José Ramón Machado Ventura
o diploma de reconhecimento a Fidel por ter
concebido e tornado realidade uma Escola de
solidariedad, irmandade e justiça. |
Salientou que os estudantes dessa Escola, com sua
integração, são um reflexo do que necessita a
humanidade: esse sentimento que se arraiga e se
fortalece quando as relações demonstram que não
existem diferenças entre uns e outros. É um único
ser humano com o mesmo destino, necessidades e
objetivos, com a mesma busca dum futuro melhor.
O ato foi presidido pelo primeiro vice-presidente
dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón
Machado Ventura, o qual recebeu, em nome de Fidel,
um diploma de reconhecimento por ter concebido e
tornado realidade uma escola de solidariedade,
irmandade e justiça. Também recebeu o diploma
conferido ao general-de-exército Raúl Castro Ruz.
Da mesma maneira, entregaram-se diplomas a José
Miyar Barruecos, a José Ramón Balaguer e ao reitor
Juan Carrizo Estévez.
O ministro da Saúde Pública elogiou os
professores e trabalhadores da Escola que, disse,
pode exibir um bonito histórico no momento em que
processos de grande transcendência têm lugar na
América Latina na luta para conquistar um mundo
melhor para os nossos povos, face ao império que
tenta nos roubar o futuro.
Tanto Balaguer quanto o reitor Carrizo ofereceram
uma panorâmica qualitativa e quantitativa dos dez
anos de existência da ELAM, durante os quais se
formaram 7.256 médicos de 30 países, com uma missão
bem definida pelo seu criador: a formação de médicos
gerais básicos, voltados para o atendimento primário
de saúde como cenário fundamental do seu desempenho
profissional, com uma elevada preparação
científico-técnica, humanista, ética e solidária,
capazes de agirem no seu entorno de acordo com as
necessidades de saúde da região, visando
contribuírem para o desenvolvimento humano
sustentável.
Atualmente, a matrícula de pré-graduação beira
21.359 estudantes, que inclui os 12.017 do Novo
Programa de Formação de Médicos Latino-Americanos,
distribuídos pelas atuais Universidades e Faculdades
de Ciências Médicas do país, a sede da ELAM e a
faculdade caribenha de Santiago de Cuba, nas quais
estão representados 100 países.
A maioria dos estudantes é de origem humilde,
filhos de operários e camponeses, alguns de famílias
muito pobres e de locais afastados de diversos povos
originários e étnicos.
Depois do surgimento da ALBA como processo de
integração e cooperação entre os nossos povos, a
Venezuela criou uma ELAM onde ingressam estudantes
de diferentes países. Também mais de 25 mil
estudantes venezuelanos estão se formando com a
participação direta dos nossos professores
colaboradores, em todas as áreas docentes onde é
possível a presença destes estudantes, incluindo em
áreas de bairro adentro.
O dr Carrizo sublinhou que a característica
fundamental deste médico formado em Cuba é o
desenvolvimento de valores éticos profissionais,
solidários, internacionalistas, alta sensibilidade
humana e elevada preparação científico-técnica.
"Obrigado comandante por sua lição de humanismo,
por sua certeza de que um mundo melhor é possível",
disse o reitor, e depois acrescentou: "Os graduados,
estudantes, familiares e os povos beneficiados com
este nobre projeto de paz, proclamamos com justeza
‘nosso Nobel da esperança’".
No ato discursou também o estudante Alihuen
Antileo García, do Chile (mapuche), presidente da
Organização Estudantil da instituição, além do
doutor Carlos Flores García, guatemalteco, da
primeira formatura da ELAM, em 2005.
Alihuen afirmou ter certeza de que o caminho é a
"Medicina apaixonada pela arte de prevenir e curar"
e não pelo papel verde que se desvaloriza como a
moral daqueles médicos de carteira formados pelo
capitalismo, e destacou que "os filhos da humanidade
excluída estamos educando-nos nada mais nada menos
que em Cuba".
O dr Flores disse, "à maneira de reflexão", que
enquanto os Estados Unidos mantêm em nossas terras
uma Escola das Américas, onde se formam centenas de
militares para os exércitos repressores na América
Latina e instalam bases militares, os milhares de
médicos formados da ELAM "salvamos vidas, abrimos
postos e centros de saúde. Por isso, um dia como
hoje, exorto o presidente dessa nación a seguir o
exemplo de Cuba. "Funde Escolas de Medicina, senhor
presidente, ajude-nos nesta região a construir
conhecimentos!", disse.
Assistiram também outros membros do Bureau
Político e do Secretariado, dirigentes do Partido,
do Estado e de organizações estudantis e
representantes do corpo diplomático. •