Coralia
Rivero
ESTA antiga mansão colonial, também
conhecida como a "Casa dos Marqueses da Real
Proclamação", encontra-se numa das esquinas da Praça
Velha, integrando um conjunto de casas com as mesmas
características arquitetônicas da época, no século
18.
Em meados do século 17, a mansão
pertenceu ao capitão Martín Sotomayor e, em 1751,
começou a se reconstruir. No final desse século, dom
Francisco Franchi Alfaro y Ponte, segundo marquês da
Real Proclamação, comprou-a para utilizá-la como
moradia. No final do século 19, foi comprada pelo
senhor Pedro Manuel Bances y Miranda, ficando depois
na posse de seus descendentes.
Ao contrário do resto das casas da
praça, esta mostra uma elaborada portada com
guarnição barroca e um peculiar arco duplo sem apoio
central na passagem do saguão para as galerias do
pátio. Tem dois andares, o térreo, com alpendre de
arcadas, com data de construção posterior à
original, e o primeiro andar, com arcos abertos e
gradeamentos que foram originalmente de madeira e
depois substituídas por outras de ferro.
A casa foi remodelada no século 19,
quando foram substituídos os tetos de alfarge por
cobertas planas, e foi feita uma ampliação no
terraço. Nesse tempo, ocupou a esquina do primeiro
andar o café-restaurante "El Escorial", inaugurado
em 1913 pelo proprietário, Ramón Gutiérrez. Seis
anos depois, a mansão virou habitação de várias
famílias, embora permanecesse o comércio da esquina.
Mais tarde, sofreu uma grande
deterioração bem como a perda de grandes seções,
mas, em 1987, com a intervenção do Escritório do
Historiador e do Centro Nacional de Conservação,
Restauração e Museologia, resgatou-se grande parte
da imagem que tinha no século 19.
Atualmente, no segundo andar, ainda
existem moradias e, no andar térreo, o café "El
Escorial", mas com uma nova e atraente decoração
interior, realizada com obras de arte.