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Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

I N T E R N A C I O N A I S

Havana.  7 setembro de 2005

 

Incógnitas sobre o 11 de setembro

POR JOAQUÍN ORAMAS

ÀS críticas que chovem sobre a administração George W. Bush por sua imprevisão e inércia diante da ameaça real do furacão Katrina que assolou vários estados da União, se somam revelações que criam verdadeiras incógnitas ao se completarem quatro anos dos atentados contra as torres do World Trade Center de Nova Iorque e o Pentágono, com o saldo de milhares de vítimas.

Em 11 de setembro de 2001, um helicóptero da polícia de Nova Iorque sobrevoou o World Trade Center dois minutos depois de que a primeira torre desabasse, no pior ato de terrorismo sofrido pelos EUA em sua história. Faltavam 21 minutos para que caísse a segunda. «Mais ou menos 15 andares acima estão em chamas. É inevitável», disse o piloto por rádio. Segundos depois, outro piloto disse: »Não creio que resista muito tempo. Eu evacuaria todos da área do segundo edifício».

A polícia de Nova Iorque recebeu o chamado. Os encarregados de incêndios e resgates, não. Conseqüentemente, dezenas de policiais e vários bombeiros morreram na queda da segunda torre. Nesse mesmo dia, foi impossível a comunicação entre os 50 corpos de segurança da cidade de Washington, a localidade de Maryland, no estado da Virgínia e com o corpo de bombeiros do condado de Arlington, que comandava a operação de resgate no Pentágono.

Estes erros voltaram a golpear o público estadunidense quatro anos depois da tragédia que acabou com a vida de 3 mil pessoas, com a difusão de milhares de páginas de transcrições de gravações das comunicações de sobreviventes e vítimas.

Estes comovedores documentos foram entregues pelo Departamento de Bombeiros da cidade de Nova Iorque, depois de que o diário The New York Times os reclamou ao governo local com amparo da Lei de Liberdade de Informação.

Por que os sistemas de comunicação falharam de maneira tão flagrante num país reconhecido por seu progresso tecnológico?

A comunicação por rádio é fundamental para as agências de segurança pública, incluindo aquelas a cargo da «primeira resposta», como se sabem os que acodem de imediato ao chamado de danificados por sinistros, como bombeiros, policiais e serviços de ambulâncias. A tecnologia de rádio é planejada para que dois ou mais aparelhos interconectados funcionem dentro de determinado espectro de freqüência.

Em 11 de setembro de 2001, não havia um espectro designado às agências de segurança pública. E tampouco hoje existe. Como resultado, houve escasso intercâmbio entre os departamentos da Polícia e dos Bombeiros, na cidade de Nova York, apesar de que depois do primeiro atentado contra as torres, em 1993, tenha sido criado um Escritório de Manejo de Emergência na metrópole.

Sobre os acontecimentos do 11 de setembro, revelou-se recentemente um documento emitido pelo professor de Economia, Morgan Reynolds, ex-chefe do Trabalho durante o primeiro mandato do presidente Bush, que considera falsa a versão oficial sobre o colapso do World Trade Center. Considera como mais provável que uma demolição controlada tenha destruído as torres gêmeas e o edifício adjacente número 7.

Reynolds, atualmente professor emérito da Universidade do Texas, afirma que as conclusões científicas sobre o colapso das torres poderiam ser as chaves da misteriosa conspiração que está por detrás do 11 de setembro. Acredita também que é quase impossível que 19 terroristas árabes tenham podido burlar os poderosos militares dos EUA.

Em suas revelações, Reynolds assinala que a versão oficial de que o combustível inflamável dos aviões causou a explosão das torres tem sido difícil de refutar porque, não obstante o desacordo de numerosos investigadores, a maior parte das evidências foram removidas pela Agência Federal de Manejo de Emergências. O pessoal da entidade retirou rapidamente as estruturas de aço, antes que pudessem ser analisadas. Inclusive, apesar de que o Código Penal requeira que a evidência da cena de um crime seja guardada para análise forense, a agência a destruiu ou a levou ao estrangeiro, antes de se efetivar uma investigação rigorosa.

O professor dá a conhecer alguns fatos que denunciam as falhas da versão do combustível incendiado.

Há fotos que demonstram gente caminhando pelo porão da Torre Norte na qual supostamente ardiam 10 mil galões de combustível do avião de passageiros.

Quando a Torre Sul foi impactada, a maior parte das chamas da Torre Norte já tinham desaparecido, depois de ter ardido durante apenas 16 minutos. O que as tornava relativamente fácil de conter e controlar sem uma derrubada total. O fogo não se expandiu com o tempo, provavelmente porque se acabou rapidamente o combustível e se estava sufocando, o que indica que sem artefatos explosivos adicionais, tivera sido fácil controlar os incêndios.

Sobre o assunto, o relatório assegura que os bombeiros do Departamento de Incêndios de Nova York continuam sob uma estrita ordem de silêncio do governo para que não se discutam sobre as explosões que ouviram, sentiram e viram.

Inclusive, o deficiente relatório da Comissão Investigadora do 11 de setembro reconhece que nenhum dos chefes de bombeiros presentes acredita que fosse possível um colapso total de nenhuma das duas torres.

Nunca antes, edifícios com armação de aço tinham sido derrubados por incêndios. Por outro lado, o edifício WTC-7 não foi danificado por um avião e sofreu apenas dois incêndios menores nos andares 7 e 12 de sua estrutura de 47 andares, mas caiu em menos de 10 segundos.

Os WTC-5 e WTC-6 registraram violentos incêndios, mais não caíram, apesar de que suas vigas de aço eram muito mais finas que os outros.

Igualmente se considera impossível que fogos de combustível para jato (querosene) elevem a temperatura do aço até o ponto aproximado de fusão. Por último, o professor Reynolds conclui afirmando que a história do governo não tem apresentado importantes restos dos quatro aviões utilizados nos ataques terroristas. A conhecida foto do lugar da queda do vôo 93 em Pensilvânia não mostra a fuselagem nem um motor, nem nada que possa ser reconhecido como resto de um avião; só um buraco fumegante no solo. Não se permitiu que os fotógrafos se aproximassem do buraco, afirmou finalmente».

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