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N O T I C I A S

Havana. 6  fevereiro de 2004

Aznar deseja para Cuba a
intervenção ianque, tal qual seus ancestres colonialistas

POR PATRICIO MONTESINOS (Jornalista espanhol)

MADRI.— Isolado na Europa e desprezado na América Latina, precisamente por sua submissão ao presidente norte-americano George W. Bush, o presidente do governo espanhol, José María Aznar, quase no fim do seu mandato, voltou a atacar Cuba, é claro, agora em um discurso proferido em Washington, e respaldou a guerra injustificada, travada pelos Estados Unidos contra o Iraque.


O ‘cavalheirinho’ Aznar empolgado por se encontrar no Capitólio ianque, apoiado pela presença, nada mais nada menos, do vice-presidente norte-americano Richard Cheney

Em um discurso, proferido quarta-feira, 4, ante o Congresso norte-americano, qualificado em Madri de humilhante para a Espanha, Aznar defendeu sem, nenhum escrúpulo a sangrenta agressão militar encetada pela Casa Branca no Iraque e não conseguiu esconder seu ódio visceral contra Cuba, herdado evidentemente de seus ancestres colonialistas.

Por sinal, apenas cinqüenta congressistas e representantes — a imensa maioria republicanos — de um total de 535, marcaram presença para escutarem o discurso do aliado ibérico, no hemiciclo da Câmara de Representantes. O resto do local foi lotado com membros e convidados da delegação espanhola, bolsistas do Congresso o funcionários dos níveis médios dessa instância do governo. A escassa representatividade foi compensada por Bush, que enviou ao secretário do Estado, Colin Powell, e a outros três elementos do seu gabinete para que apoiassem o visitante, sublinharam, quinta-feira, 5, diferentes jornais da Espanha.

Os jornais comentaram que a intervenção de Aznar foi espelhada com escasso interesse pela mídia estadunidense.

O ainda chefe do executivo de Madri quer para Cuba uma agressão norte-americana e que a ilha caribenha volte a ser o que foi quando a metrópole espanhola a entregou aos Estados Unidos, no final do século 19, opinaram meios políticos e jornalísticos nesta capital.

As fontes coincidem em que o premiê desse Estado europeu deseja repetir a história de seus ancestres, esquecendo o que aconteceu naquela época, quando os cubanos derrotaram o exército colonial espanhol e se livraram anos depois, em janeiro de 1959, dos regimes ditatoriais impostos por Washington.
 

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