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Havana, 7 Outubro de 2014

 

34 anos depois, acusado é julgado
por incêndio criminoso na Embaixada espanhola na Guatemala


Natália Fonteles

Após uma longa espera de 34 anos, está em andamento na Guatemala o julgamento do ex-chefe da extinta Polícia Nacional, Pedro García Arredondo, único acusado pela morte de 37 pessoas no incêndio da Embaixada espanhola na capital do país centro-americano em 31 de março de 1980.

Familiares dos mortos, organizações dos direitos humanos e entidades internacionais têm a esperança de que a justiça seja feita e o acusado seja punido. Antes de começar o julgamento, a líder indígena e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em 92, Rigoberta Menchú, filha de uma das vítimas, declarou à imprensa: "Queremos, finalmente, fechar um ciclo da nossa dor, do nosso sofrimento, é doloroso carregar isso".

O Ministério Público acusa García Arredondo de tentativa de homicídio e crimes contra a humanidade. Arredondo se recusou a depor perante o tribunal e se limitou a dizer que era inocente.

Os representantes da comunidade de Quiché alegam que dezenas de agentes da Polícia Nacional e ex-membros da inteligência do Exército entraram armados no prédio e foram os responsáveis pelo incêndio e o massacre.

O advogado do réu, Moisés Galindo, declarou que querem encontrar um culpado e não o verdadeiro culpado pelo massacre. Afirma que existiam outros envolvidos nos crimes, entre eles, Romeo Lucas, Presidente da Guatemala, à época dos crimes, e o chefe de polícia na ocasião, Germán Chupina, que ainda não foram julgados.

O incidente aconteceu na década de 1980 quando líderes indígenas e agricultores da região de Quiche entraram na Embaixada da Espanha, na Cidade da Guatemala, para denunciar as atrocidades que sofriam por parte do exército, durante a guerra civil, à época do governo de Romeo Lucas García. Os manifestantes foram surpreendidos pela Policia, que trancou as portas do prédio e ateou fogo na

Embaixada.

No total, 37 pessoas morreram no massacre, entre elas o cônsul espanhol Jaime Ruiz Árvore, o ex-vice-presidente da Guatemala, Eduardo Cáceres Lehnhoff; o ex-ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Adolfo Molina; líderes camponeses, estudantes e líderes cristãos.

Um agricultor sobreviveu ao incêndio, mas foi morto por homens armados horas depois de receber atendimento médico. Outro sobrevivente do incêndio foi o embaixador espanhol Máximo Cajal y López, que morreu no começo deste ano e deixou em vídeo seu testemunho sobre o incidente, que está sendo usado durante o julgamento.

(Extraído do portal Adital)

 

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