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Havana, 6 Março de 2014

 

Desemprego juvenil, problema
que persiste


Lourdes Pérez Navarro

AINDA que a América Latina tenha enfrentado, com melhor sorte que outras regiões, o impacto da crise financeira internacional, e nos últimos anos mostrasse um relançamento econômico, também mostra desigualdades e persistentes problemas de forte impacto social, como o desemprego juvenil.

 Há alguns dias, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou acerca da necessidade de implementar políticas renovadoras e eficientes para resolver a situação de emprego dos jovens na América Latina, região onde este setor representa 43% do total de desempregados.

A diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, assinalou que a situação de crescimento econômico registrada pela região, nos últimos anos, não tem sido suficiente para melhorar este problema, e ainda persistem o desemprego e a informalidade.

 “Na área, vivem cerca de 108 milhões de jovens, dos quais 56 milhões fazem parte da força de trabalho, isto é, que têm um emprego ou estão buscando”, explicou Tinoco, ao apresentar um estudo realizado por esse organismo.

 O relatório Trabalho decente e juventude: políticas para a ação, compara dados entre os anos 2005-2011, destacando que no final deste período o desemprego juvenil chegou a 13,9%.

Acrescentou que embora a taxa diminuísse com respeito a 16,4%, em 2005, os trabalhadores de 15 a 24 anos continuam enfrentando maiores dificuldades para encontrar emprego e, sobretudo, um de qualidade.

 A taxa de desemprego juvenil continua sendo o duplo da taxa geral e o triplo que a dos adultos.

 O estudo também destacou as desigualdades, pois, enquanto a taxa de desemprego juvenil cresce acima de 25%, ao considerar somente os setores de menores receitas, se mantém abaixo de 10 pontos percentuais para os de maiores receitas.

 Quanto à qualidade do emprego, expressou que 55,6% dos jovens ocupados somente consegue trabalho em condições de informalidade, o que implica salários baixos, instabilidade e falta de proteção e de direitos.

 De todos os jovens trabalhadores, somente 48,2% tem contrato escrito, em comparação com 61% dos adultos, segundo a pesquisa da OIT.

 Entre os problemas mais preocupantes mencionou a existência de cerca de 21 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, deles uma quarta parte busca trabalho, mas não o encontra, e aproximadamente, 12 milhões realizam trabalhos domésticos, nomeadamente as mulheres.

 O maior desafio, segundo a OIT, está nos 4,6 milhões de jovens que não trabalham nem estudam, e tampouco se dedicam aos trabalhos da casa.

 A boa notícia é que a percentagem dos jovens que somente estuda aumentou de 32,9%, em 2005, para 34,5%, em 2011.

 Segundo a OIT, não existem receitas únicas para enfrentar este problema, mas assinalou as boas experiências em países como a Argentina, Brasil, Costa Rica, Peru ou Uruguai (PL)

 

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