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Havana, 3 Setembro de 2014

 

Foro de São Paulo conclui com apelo a continuar forjando a unidade

LA PAZ.— O chanceler boliviano, David Choquehuanca, encerou na sexta-feira, 29 de agosto, o 20º Foro de São Paulo, que se reuniu durante cinco dias, com a presença de centenas de delegados da América Latina e convidados da Europa e a Ásia.

O chefe da diplomacia boliviana advertiu que tão só veio apoiar as conclusões às que tinham chegado os participantes na reunião. E garantiu que as mesmas servirão de caminho às organizações sociais.

"Temos é que continuar trabalhando, não há nada que agradecer. Estamos voltando a tecer essa unidade, a formar essa grande família. Temos a obrigação de garantir a paz para as gerações futuras. E ainda temos a obrigação de defender a vida, de recuperar nossa filosofia".

"É uma obrigação trabalharmos a favor do planeta Terra, fazer acordar a energia comunal, erguer as bandeiras da unidade, da harmonia, da paz, da integração, da esperança, da soberania, lutar contra o imperialismo", insistiu, lembrando que nas línguas quíchua e aimará não existe a palavra ‘obrigado’, pelo qual "não há nada que agradecer".

A secretária executiva do Foro, a brasileira Mônica Valente, agradeceu à Bolívia pela organização da reunião, a qual considerou bem-sucedida, graças ao apoio de todos os delegados.

Referiu-se às resoluções aprovadas no Foro, entre elas a condenação da agressão israelense à Palestina, ao bloqueio estadunidense contra Cuba e o apelo a pôr em liberdade os lutadores antiterroristas cubanos, presos nos Estados Unidos.

Ainda, destacou outra resolução de apoio ao governo constitucional do presidente Nicolas Maduro na Venezuela e o direito da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, bem como o direito de Porto Rico a uma verdadeira independência.

Valente pôs ênfase em que "não há palavras para agradecer tudo aquilo que (o líder cubano) Fidel Castro tem feito a favor das lutas dos povos, e também o ex-presidente (brasileiro) Lula Da Silva".

Na última jornada do encontro, a Sala Plena do Foro aprovou uma Resolução de apoio à exigência boliviana de ter uma saída ao mar.

"Convocamos os povos e governos do Chile e da Bolívia a superarem um conflito histórico sobre a base do diálogo e o respeito do Direito Internacional, que possa levar a uma solução, para que a Bolívia tenha acesso livre e soberano ao mar", reafirma o documento.

Ainda, emitiram mais uma resolução de "apoio incondicional ao Movimento ao Socialismo (MAS)" e a seu candidato para as eleições presidenciais bolivianas, marcadas para 12 de outubro próximo.

Também, foi outorgada a distinção de delegado de honra ao líder portorriquenho Oscar López Rivera, preso nos Estados Unidos há 33 anos, 12 deles em regime de isolamento.

CUBA DESTACA EM FORO DE SÃO PAULO LIDERANÇA DE EVO MORALES

"A liderança de Evo Morales permitiu o surgimento de um governo dos movimentos sociais e a derrota do neoliberalismo na Bolívia", destacou o delegado cubano, José Ramón Balaguer Cabrera, membro do secretariado do Partido Comunista de Cuba.

Balaguer, que ainda é chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido, referiu que "o país que agora nos acolhe neste 20º encontro do Foro de São Paulo se converteu em um exemplo para a região toda".

Para o dirigente cubano, o valente povo boliviano se converteu em protagonista de um processo de mudanças profundas, colocando o país nos primeiros patamares da região no âmbito da recuperação dos seus recursos naturais, redistribuição da riqueza e antiimperialismo.

Da mesma forma, reiterou a política solidária e de cooperação de Cuba "com o governo e o povo bolivianos, com suas organizações sociais e forças políticas que conduzem e apoiam as mudanças e sob a liderança do companheiro Evo Morales Ayma".

De outra parte, Balaguer afirmou que a contra-ofensiva do imperialismo e a direita continuou se desenvolvendo com força e denunciou que "estas políticas assumiram métodos de guerra não convencional, termo criado pelo Departamento de Defesa norte-americano".

O dirigente cubano insistiu em que "a história demonstra que, embora seja difícil, estas estratégias podem ser enfrentadas e derrotadas". E enumerou os fatores a ter em conta para consegui-lo.

Também insistiu em que "a esquerda latino-americana e caribenha necessita aumentar e sistematizar os canais de cooperação, sendo o Foro de São Paulo o espaço mais maduro, onde mais se conseguiu avançar para conseguir estes propósitos indispensáveis".

Finalmente, pediu a consolidação dos processos de concertação política e de integração entre nossos estados sem a ingerência norte-americana. (Redação do Granma Internacional)
 

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