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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 30 Julho de 2014

 

Novo período do Congresso colombiano

Anubis Galardy

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, começará um novo período de comando, em 7 de agosto próximo (2014-2018), com a maioria do Congresso a favor dele e com um contrário como o ex-presidente Álvaro Uribe, determinado em exercer uma oposição tenaz.


O presidente Juan Manuel Santos instou os legisladores a trabalhar a favor da paz.

Na nova legislatura instalada, cuja composição saiu das eleições de 9 de março passado, Santos contará com maioria no Senado, integrada por 17 cadeiras do Partido Liberal e nove de Cambio Radical, as quais, junto às 21 de Unidade Nacional — o partido que apoiou sua candidatura — somam 47 deputados, os quais apoiarão sua gestão governamental.

O mesmo acontece na Câmara Baixa, onde o balanço é de 92 legisladores a favor contra 22 confirmados na oposição.

Por seu lado, o partido Conservador, a terceira agrupação política que mais votos obteve, em 9 de março passado, contará com 18 senadores, a maioria também alinhados a Santos; a Aliança Verde com seis cadeiras; Polo Democrático Alternativo com cinco e Opção Cidadã com três.

Perante esta situação, vale destacar o retorno de dois pesos-pesados da política, os ex-governadores e ex-candidatos presidenciais Horacio Serpa (Partido Liberal) e Antonio Navarro Wolff (Aliança Verde), os dois participantes da instauração da Assembleia Constituinte de 1991.

A eles aderem novas figuras como a politicóloga Claudia López, da Aliança Verde, que em 2010 (em pleno mandato de Uribe) desatou o escândalo da parapolítica, ao trazer à baila os escuros vínculos entre os políticos e os paramilitares, sendo processados por tal motivo 97 congressistas.

Em total, o novo Congresso contará com 268 parlamentares, destes 21 são mulheres, além de que, um de cada três senadores são novos na atual legislatura.

Isto, sem esquecer as motivações do Centro Democrático e a presença de Uribe, que promoverá ou polarizará futuros debates legislativos, se bem a maioria com que Santos conta nas Câmaras Alta e Baixa lhe outorgará a governabilidade de seus projetos, segundo alguns analistas.

O novo Congresso deverá aprovar importantes reformas para o país, mas sobretudo os projetos que darão um marco jurídico à participação política da guerrilha das FARC-EP, após eventuais acordos sobre o fim do conflito, na mesa de conversações que tem lugar em Havana, Cuba.

O presidente Juan Manuel Santos convidou todos os partidos políticos a trabalhar juntos para instalar o Congresso da Paz, como foi definido, que terá em suas mãos, disse, "a grande responsabilidade de apoiar a implementação dos acordos e legislar para uma nova nação: a nação do pós-conflito".

"Não creio que aqueles que não acompanharam minha candidatura estejam contra a paz. Todos os colombianos desejam a paz, este é um tema que nos têm que unir em lugar de dividir", afirmou.
 

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