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Havana, 29 Outubro de 2014

 

Arsat-1, o caminho da Argentina rumo à soberania satelital

O lançamento do Arsat-1 levou a Argentina pelo caminho da soberania satelital e abriu uma porta para a América Latina, que poderia aproveitar os benefícios deste sucesso científico e tecnológico.

"Estamos construindo uma pátria grande satelital", expressou o diretor do projeto Arsat, Matías Bianchi, desde Kourou, Guiana Francesa, após completar-se o voo do foguete Arianne-5, que pôs o sensor espacial em órbita elíptica de transferência.

"A soberania satelital é um fundamento essencial, que adotou o presidente Nestor Kirchner, como ferramenta para a independência tecnológica do país, quando em 2006 criou a empresa argentina satelital (Ar-Sat)", explicou Bianchi.

"Foi uma decisão estratégica para proteger as posições orbitais que correspondem ao país, com satélites feitos na Argentina".

Para o vice-secretário das Comunicações da nação, Norberto Berner, que também viajou a Kourou, o projeto Arsat tem muita importância para o país e para a região, e o definiu como "algo transcendental que é preciso manter no tempo".

Em termos práticos, trata-se dum dos sucessos tecnológicos mais importantes que a Argentina realizou nos últimos tempos, e que a incorpora ao reduzido grupo dos sete países mais a União Europeia que produzem satélites.

Quatro deles são nações emergentes que pertencem ao vigoroso Grupo Brics: Rússia, China, Índia e agora a Argentina.

Este projeto permitirá que o país não tenha que continuar alugando satélites. Não só oferecerá soberania e diminuirá a fenda digital, mas também permitirá poupar US$25 milhões ao ano por esse aluguel.

"Ainda, isso também responde a uma política de inclusão social, pois permitirá que o sinal chegue até as escolas rurais e a lugares onde anteriormente era impossível receber o sinal através dum cabo de fibra óptica", salientou Bianchi.

O projeto foi desenvolvido pela companhia Ar-Sat, uma sociedade anônima que pertence ao Estado argentino, 98% é administrado pelo Ministério de Planejamento e 2% pelo Ministério da Economia.

Entre outras aplicações, o satélite ampliará a difusão da televisão digital aberta, garantirá redes de internet e transferência de dados, e expandirá a telefonia celular. O desenvolvimento do Arsat-1 custou US$250 milhões, investimento que será recuperado dentro de sete anos, afirmaram seus diretores.

Ao mesmo tempo, permitiu que a Argentina não perdesse a posição orbital 81, muito cobiçada, pois cobre desde os Estados Unidos até as Ilhas Malvinas. O Reino Unido estava à espera da decisão na União Internacional das Telecomunicações, para adquiri-la.

Outro dos benefícios radica em que com o tempo diminuirá o preço do acesso à Internet e das comunicações celulares, e ao ampliar a televisão digital aberta, poderia gerar uma redução no custo dos serviços por cabo.

Em alocução pela rede nacional, após o lançamento, a presidenta Cristina Fernandez assinalou nesse sentido que também servirá para que empresas estatais — e privadas — possam exportar serviços.

Após felicitar os cientistas que participaram do projeto, a presidenta expressou que "em tempos em que os abutres nos querem embargar o presente, e outros desde adentro nos querem derrogar os sonhos, podemos dizer-lhes que os sonhos não se derrogam, que o futuro não se derroga", salientou.

Dessa maneira, a chefa de Estado fustigou os fundos abutres que litigam contra o país e os dirigentes opositores que ameaçaram de derrogar recentes leis aprovadas pelo Congresso e promulgadas por seu governo.

"Como as asas do Arsat, as asas da Argentina também estão desdobradas, pois estas não são asas de derrogação, nem destruição, são asas de construção, asas brancas do progresso da ciência e da tecnologia, asas de igualdade, da pátria", afirmou a presidenta.

Cristina também adiantou que "já está construído 70% do Arsat-2, que se espera seja lançado ao espaço no ano próximo e que permitirá a empresas nacionais e não nacionais exportar serviços das telecomunicações", disse.

Também informou que já foi desenhado o Arsat-3, o qual permitirá desenvolver e otimizar toda a fibra óptica, desenvolvida durante os últimos anos no país. (PL)
 

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