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Havana, 29 Abril de 2014

 

6º ENCONTRO SINDICAL NOSSA AMÉRICA
Espaço de resistência, luta e articulação

Nuria Barbosa León

MEMBROS e dirigentes de organizações operárias do continente se reunirão em Havana para comemorar nos dias 3 e 4 de maio o 6º Encontro Sindical Nossa América (ESNA), espaço de participação popular para a construção da resistência ante o capitalismo.

O evento apresenta-se como mecanismo aglutinador no contexto das lutas sociais e como espaço de articulação para defender os interesses de classe. Seu objetivo é a integração solidária, o respeito a soberania e a eliminação da exploração e a injustiça social dos países americanos, sem exclusão à diversidade.

O colombiano Manuel Rodríguez Cárdenas tem sido um dos coordenadores do movimento e ele opina que estes encontros nascem como necessidade imperiosa de buscar a união das forças progressistas da região para enfrentar o neoliberalismo, além de acompanhar os novos processos de integração e na mesma medida apoiar a emancipação política das nações.

Seus objetivos vão encaminhados à inserção do movimento de trabalhadores, com identidade própria, nos cenários atuais, e a ação comum contra as praticas imperiais. “As declarações finais buscam a busca de ações especificas ante a militarização do imperialismo, os golpes de Estado, políticas de emprego, flexibilização trabalhista, papel da mulher e dos setores em resistência, com suas particularidades como gênero, etnia, juventude, aposentados, desempregados, que lhe dão um valor acrescentado ao Encontro Sindical Nossa América.

O espaço surge por ocasião do 2º Congresso Bolivariano dos Povos, efetuado em Caracas, Venezuela, dezembro de 2004, quando o presidente Hugo Chávez Frias apresenta a idéia de conformar uma nova Central Sindical na América. De maneira ágil e representativa, representantes sindicais presentes no fórum, acordam elaborar uma proposta que tenha como base protagônica a Central Unitária de Trabalhadores do Brasil (CUT), a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) e a Força Bolivariana de Trabalhadores da Venezuela (FBT).

Aquela idéia que iniciou em caracas, posteriormente voltou a ser debatida no Fórum Social Mundial em Porto Alegre — 2005 e no 4º Encontro Hemisférico de luta contra a ALCA, desenvolvido em Havana em abril desse ano, onde se considerou a criação de um Fórum Sindical pela integração. É por isso que nos finais de 2007 nasce a nova iniciativa do Encontro Sindical Nossa América, devido à necessidade de articulação das organizações sindicais com propósitos comuns.

Quito, capital do Equador, celebrou o primeiro evento de ESNA, em maio de 2008, e na Declaração Final, conhecida como Carta de Quito, se expôs um diagnostico cojuntural que justificava o desenvolvimento e continuidade destes encontros. Tamb0Úm alertou sobre o posicionamento do movimento de trabalhadores ante a crise capitalista que se agudizava aceleradamente, reconheceu o extraordinário retrocesso das relações sociais devido às políticas neoliberais e definiu três eixos fundamentais: a defesa dos direitos dos trabalhadores e dos direitos sociais, a integração solidária e soberana; a luta na defesa da soberania alimentar, sobre os recursos energéticos, hídricos, a biodiversidade e a sustentabilidade ambiental.

Em 2009, em São Paulo, Brasil, teve lugar a segunda edição, onde participaram representantes de 21 países da área e de organizações sindicais do Chipre, República Democrática do Congo, Galiza, Índia, Japão, País Vasco, Portugal e Vietnã.

A agenda desse encontro debateu o conteúdo e compromisso político dos sindicalistas ante os problemas do capitalismo.

O presidente da Venezuela Hugo Chávez participou da terceira convocatória que teve lugar em Caracas-2010. Nesse encontro fez-se um chamamento para ampliar e aprofundar na construção de estratégias, ações de lutas, alternativas próprias e conjuntas para enfrentar e superar a crise. Também se falou de potenciar a participação social nos processos de mudança que s elevam a cabo na região, e contribuir com a ação comum para a urgente e necessária justiça social ligada à definitiva independência da América. A Declaração Final expressou: “Abraçamos todas as ideologias da nossa classe, todas as formas de luta e nos esforçaremos para conseguir a necessária unidade de todas as estruturas organizativas existentes, sem competir com elas. Cremos no internacionalismo proletário”.

Em Manágua, Nicarágua, os eventos continuaram em 2001 com a participação de 337 delegados de 134 organizações procedentes de 27 países. No encerramento marcou presença o presidente Daniel Ortega e sua Declaração Final chamou a desenvolver ações especificas ante a crise do capitalismo mundial e para a defesa dos direitos dos trabalhadores, com renovado sentido classista das lutas sociais contra um modelo explorador.

Na quinta edição, efetuada na Cidade do México, em 2012, participaram 400 delegados de 20 países e 28 delegações de 34 estados nacionais. A Declaração Final do México e os documentos políticos que se debatem vão dirigidos a instalar um modelo sindical que assuma integralmente os problemas dos trabalhadores, promovendo debates e fortalecendo os vínculos entre as organizações.

Para Manuel Rodríguez Cárdenas, Cuba mostra-se como o eixo aglutinador, não só por seu exemplo ante o mundo e a legitimidade de sua Revolução, mas também para poder reunir todo este clamor e anelos, e encaminhá-los para um sentido comum sem desvirtuá-lo de seus princípios. “Eu diria que Cuba tem sido determinante para este maravilhoso fórum porque tem sabido ser ator-fundador e fonte de riqueza para alimentar os debates, as resoluções finais e os planos de ação”
 

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