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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 27 Agosto de 2014

 

BRASIL
"É necessário continuar transformando o país"
• Afirma o presidente do Partido dos Trabalhadores
dessa nação sul-americana

Juan Manuel Karg

NO próximo mês de outubro, no Brasil terão lugar eleições presidenciais. Três candidatos principais estão na lide: Dilma Rousseff, pelo Partido dos Trabalhadores, no governo; Aécio Neves, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); e Marina Silva — substituindo o falecido Eduardo Campos — pelo Partido Socialista do Brasil (PSB).

Nesta entrevista, enviada mediante o correio eletrônico, feita antes da trágica morte de Campos, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, fala acerca das conquistas sociais conseguidas após três períodos de governo de Lula e Dilma. Ainda, enuncia os desafios que terá um possível quarto período presidencial do PT.

Quais são as expectativas no seio do PT, tendo em vista as eleições presidenciais de outubro?

"Nós trabalhamos com um cenário de vitória, porque representamos o projeto político que fez com que 40 milhões de pessoas ascendessem socialmente, levando o Brasil a se converter na sétima economia do mundo, e que deu, durante o governo de Dilma, passos firmes para fazer face aos desafios históricos do país, como é a falta de médicos nas comunidades mais humildes".

"E nas eleições deste ano, este projeto bem-sucedido enfrentará aqueles que promoveram o arrocho salarial e a privatização dos serviços públicos. Os brasileiros sabem que depois de Lula e de Dilma, o Brasil é melhor que o Brasil do PSDB".

O lema para a campanha da Dilma, apresentado pelo PT na sua convenção nacional, foi "Mais mudanças, mais futuro". Quais as propostas que vai impulsionar?

"Temos a convicção de que fizemos mais do que qualquer outro governo e, portanto, temos credenciais para continuar governando. Com o salário mínimo hoje no Brasil, você pode comprar muito mais do que comprava noutros governos. Caso bater na porta da casa de qualquer família, vai ver que há muitas menos pessoas desempregadas que nos governos passados. Por que? Porque o desemprego atingiu os níveis mais baixos de todos os tempos no Brasil, durante o governo do PT. Ainda, com programas como ProUni ou Fies, o filho de um operário ou de uma empregada doméstica pode entrar numa faculdade. São transformações estruturais que temos promovido na sociedade brasileira".

"Igualmente, também somos os primeiros convictos de que é necessário continuar transformando e mudando o país. E não fizemos todas as mudanças necessárias, porque 12 anos é muito pouco tempo. Por isso, para aprofundarmos as transformações de que o Brasil ainda está precisando, o programa de governo de nossa coligação propõe quatro reformas: política, federal, urbana e dos serviços públicos. Do ponto de vista econômico, vamos levar o Brasil a um novo ciclo de crescimento a partir de ganhar competitividade em nosso setor produtivo".

Qual é o papel que desempenhará o ex-presidente Lula da Silva, tanto na campanha como em um novo período de governo?

"A disposição de Lula para participar da campanha é total: ele continua sendo uma das personalidades mais importantes do PT, e assim será nesta eleição. Tem na agenda visitar as zonas de maior densidade eleitoral, mas também aquelas onde nós podemos ampliar a vantagem, como o Nordeste. Ainda, Lula participará das gravações dos spots para o horário eleitoral gratuito da campanha".

Como está a oposição ao governo? Quais o senhor acha que são as diferenças principais da campanha do PT com aquilo que vai colocar Aécio Neves, o principal candidato da oposição?

"A oposição está fazendo uma campanha baseada no pessimismo, na defesa dos interesses daqueles que se ressentiram com as transformações sociais que ocorreram no Brasil. Eles se apoiam em um discurso que não dialoga com a realidade atual do país. Nunca nossa população teve acesso a tantos direitos, teve tanta capacidade de consumo e pôde aspirar a tantas conquistas, que antes pareciam impossíveis de conseguir. Para termos uma ideia do que isso significa, podemos dizer com orgulho que, pela primeira vez na história, vamos ter como votantes mais pessoas com nível superior completo do que analfabetos. Esse é um dado que ilustra o novo Brasil que estamos construindo".

"Estamos em um nível próximo do pleno emprego, conquistado porque o governo de Dilma conseguiu criar mais de cinco milhões de empregos no Brasil, enquanto a economia mundial fechava mais de 60 milhões de postos de trabalho. Temos o período eleitoral para mostrar aos brasileiros o que nós fizemos para melhorar a vida de todos, e o que faremos para levar essas conquistas a um novo patamar".

Que foi o que aconteceu com o recente relatório do Banco Santander, o qual anunciava aos seus clientes que, caso vencer a Dilma, a economia iria para pior? Qual é a sua opinião acerca do tema, como titular do PT?

"Este episódio já foi superado. Quem se prejudicou foi a diretoria do Banco, que resolveu demitir. Nós só condenamos a distorção do relatório, que não estava retratando o cenário. Dizia que, caso a Dilma vencesse as eleições, as coisas iriam piorar. Isso não é uma avaliação técnica, isso foi um juízo político, que tem como base uma ideologia reacionária e a ignorância de setores que desconhecem nosso projeto ou bem estão ressentidos pelas transformações sociais que os governos do PT têm promovido. (Traduzido da versão espanhola aparecida no site www.Rebelion.org).
 

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