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Havana, 24 Setembro de 2014

 

Presidenta argentina questiona juiz estadunidense

Nações Unidas, 25 setembro.— A presidenta argentina, Cristina Fernández, convocou o juiz nova-iorquino Thomas Griesa a explicar o que faz com os 539 milhões de dólares que seu país depositou e que até hoje se mantêm em um limbo.

Em declarações à imprensa em Nova York ontem à noite, depois de comparecer perante a Assembleia Geral da ONU e ao Conselho de Segurança, a mandatária enfatizou que esse dinheiro destinado a pagar os credores "não está embargado, mas também não o devolvem".

A chefa de Estado destacou a aprovação por parte deste órgão internacional da resolução que estipula criar um marco regulamentar e jurídico para as reestruturações de dívida soberanas.

Nesse sentido, a presidenta enfatizou seu desejo de "ter esta norma sancionada para a próxima Assembleia (Geral) em 2015".

O conflito que a Argentina encara atualmente com os fundos abutres foi um dos pontos que a Presidenta abordou em seu discurso perante a Assembleia Geral, onde denunciou que esses grupos, em cumplicidade com o Poder Judicial dos Estados Unidos, perseguem e castigam a Argentina.

"Não são terroristas só aqueles que colocam bombas, mas também são terroristas econômicos os que desestabilizam a economia dos países e provocam fome, miséria e pobreza", acentuou.

Nessa linha, acuso os chamados "holdouts" de ameaçar, maltratar, caluniar, criar fofocas e mentiras no âmbito "pessoal até o financeiro" e de dificultar "o pagamento para aqueles que confiaram na Argentina".

Depois dos discursos de Cristina Fernández na ONU, o juiz Griesa convocou os representantes da Argentina para uma nova audiência na próxima segunda-feira, e ameaçou este país com impor uma multa de 50 mil dólares diários por desacato. Griesa sentenciou a Argentina a pagar uma imensa quantia abusiva a um minúsculo número de fundos abutres, especialmente os litigantes NML Capital, Aurelius e Elliot, com uma taxa exorbitante de 1.600% do valor pelo qual compraram os títulos da dívida nacional em 2008.

Além disso, o juiz embargou 539 milhões de dólares que Buenos Aires depositou no Banco de Nova York para serem distribuídos entre os credores que concordaram em reestruturar o pagamento da dívida nas trocas de 2005 e 2010.

Como resposta, o governo argentino tirou desse banco a jurisdição para realizar os pagamentos da dívida e a abriu no Banco Central em Buenos Aires, indicando a França como alternativa. (Extraído da Prensa Latina)
 

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