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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 25 Junho de 2014

 

Colômbia: uma chance para a paz

Lídice Valenzuela García

OS colombianos fizeram sua tarefa: reelegeram nas urnas o presidente Juan Manuel Santos e com ele a possibilidade de concluir de maneira satisfatória as negociações de paz com as forças guerrilheiras que operam, há mais de meio século, nas profundezas da floresta do país e concretizar — espera-se isso — uma nova etapa democrática na política dessa nação sul-americana, espantada perante a violência rural e urbana.

Santos, que fez tremular a bandeira da paz durante sua campanha eleitoral, com vista a um segundo período de governo, até 2018, conseguiu a vitória com ampla vantagem sobre seu rival, Oscar Ivan Zuluaga, do Partido Cambio Democrático, da extrema direita, do ex presidente Álvaro Uribe, quem vê agora difuminar-se o poder que poderia ter exercido no eventual governo do seu afilhado político.

O candidato-presidente da Coligação Unidade Nacional conseguiu 7.759.204 votos, equivalente a 50,89% dos eleitores, enquanto Zuluaga conseguiu 6.870,297 sufrágios, para 45,08%. Zuluaga declarava-se inimigo das entidades guerrilheiras, a cujos membros qualificava de criminosos, e afirmava que, caso vencer as eleições, encerraria o processo de paz.

Com a reeleição do presidente Santos mantém-se a esperança de que as negociações que mantém seu governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (Farc-EP), para conseguir o cessar definitivo da guerra, se tornem realidade, após nove meses de conversações em Havana, Cuba, um dos países garantes desse processo. Até agora já se conseguiram acordos em três dos cinco pontos em discussão na capital cubana. Para os especialistas, está na hora da paz na Colômbia.

A vitória nas urnas baseou-se no respaldo que ofereceram ao presidente Santos (conservador), as organizações da esquerda, a população indígena, os grêmios sindicais, as vítimas do conflito, o grupo da Constituinte de 1991, vastos setores de organizações femininas, intelectuais e artistas, ecologistas, líderes políticos e empresários, diante da possibilidade de que a extrema direita vencesse e o processo de paz fosse por água abaixo.

Não obstante, a mensagem enviada pelos eleitores não é só para o governo, mas também para as forças guerrilheiras que, sem abrirem mão dos seus princípios, devem escutar o clamor popular e contribuir a dar uma reviravolta à política colombiana, com seriedade e boa vontade.

Ora, o apoio recebido por parte das entidades populares, políticas e sociais deve ter uma resposta positiva por parte do presidente reeleito, quem no primeiro discurso depois do triunfo prometeu uma mudança na composição política do seu Executivo, além de, disse, "continuar cumprindo com os mais vulneráveis. O que estava em jogo hoje era uma mudança de rumo para o país, a partir de uma causa, que é a da paz".

Daquilo que pode estar bem certo o novo governo colombiano, que tomará posse em 7 de agosto próximo, é que a população e todos aqueles que lhe ofereceram seu apoio, lhe exigirão o cumprimento das mudanças propostas para eliminar a violência, atender aos reclames do setor camponês e cumprir seu compromisso de trazer a tranquilidade aos colombianos, em uma paz que nascerá com o ódio da extrema direita, liderada por Uribe.

Um novo caminho para a Colômbia pode se abrir a partir destas eleições. Sempre será preciso termos presente que as forças da extrema direita tentarão interferir com provocações, atentados e assassinatos de líderes políticos — como sempre têm feito — para evitar a concretização das mudanças prometidas pelo presidente reeleito. (Excertos tomados de Cubahora)
 

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