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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 23 Abril de 2014

 

Esquerda espanhola apresentou caso de ZunZuneo na União Europeia

MADRI.— A Esquerda Unida pediu à União Européia (UE) condenar o programa dos EUA denominado ZunZuneo com objetivos desestabilizadores para Cuba, informou terça-feira (22) o deputado europeu dessa agrupação política espanhola, Willy Meyer.

Meyer precisou que como parte da posição da Esquerda Unida de pedir responsabilidades políticas às autoridades norte-americanas por suas ações ilegais, formulou-se uma pergunta sobre o projeto anticubano.

A nota, dirigida à Alta Representante da UE para política exterior, Catherine Ashton, alude à criação de uma rede social que ilegalmente utilizou plataformas de serviços locais.

Meyer precisou que a pergunta feita a Ashton refere-se à informação divulgada pela agência de noticias estadunidenses AP, que ratificou as denuncias feitas pelas autoridades cubanas durante vários anos.

Está em evidência, diz a nota, como a Agência Estadunidense para a Cooperação e o Desenvolvimento (Usaid) continua sendo um instrumento para a defesa dos interesses norte-americanos e para levar a cabo atividades de influência política e intervenção ideológica.

Ashton foi perguntada sobre se pensa declarar-se publicamente contrária a este tipo de práticas intervencionistas e denunciar que violam o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Também se solicita sua opinião sobre a notícia de utilização ideológica e intervencionista da suposta agência de cooperação Usaid, e se dado os casos de espionagem ilegal também registrados na Europa, pensa exigir aos EUA julgar os autores e garantir o cumprimento das regulamentações da União Internacional das Telecomunicações.

Meyer salientou que é necessário que a administração européia, na figura mais relevante de sua política exterior, a senhora Ashton, responda sobre este ataque dois EUA.

Perguntado sobre o procedimento, Meyer precisou que Ashton deve responder por escrito, embora considerasse que não tem muita esperança sobre o alcance da resposta, devido à sujeição absoluta da política exterior européia à norte-americana.

Lembrou que quando se soube do ataque direto sistemático de espionagem, revelado pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden, o lógico tivesse sido suspender as negociações em curso para o Tratado Trasatlântico de Livre Comércio da UE e os Estados Unidos.

Tivesse sido lógica uma posição de soberania européia ante esta interferência, mas a resposta que nos deram foi que as conversações continuariam, sublinhou.

Também se deixou de lado a necessidade de exigir julgar os autores, isto é, os funcionários norte-americanos responsáveis por este delito.

USAID, A MÃE DOS PINTAINHOS

Desde sua criação, a Usaid tem demonstrado que, mais que uma agência para o desenvolvimento, sua verdadeira função é ferramenta da política intervencionista dos EUA e suas agências de inteligência.

Na América Latina os exemplos abundam. Além de Cuba estão as ações desestabilizadoras contra a Bolívia, Equador, Venezuela e Argentina.

Em maio de 2013 o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, anunciou a decisão de expulsar a Usaid de seu país. Morales afirmou: “Vai embora a Usaid, que manipula e utiliza nossos irmãos dirigentes, que utiliza alguns companheiros de base com esmolas”, e encomendou o chanceler David Choquehuanca comunicar à embaixada dos EUA “a expulsão desse instrumento que ainda tem uma mentalidade de dominação”.

No livro de Stella Calloni, Evo en la mira, a jornalista argentina afirma que “na Bolívia se conhece documentadamente que as exigências das autonomias departamentais foram promovidas e financiadas pela elite econômica de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, o setor eleito para os financiamentos da norte-americana Fundação Nacional para a Democracia (em inglês: National Endowment for democracy, NED)  e pela Usaid”.

No caso do Equador, o presidente Rafael Correa decidiu suspender vários projetos que a Usaid tinha em território equatoriano e ameaçou de expulsá-la por interferir na política interna de seu país e por apoiar grupos opositores e ONGs que atacam o governo.

Em declarações a Revista2016, a doutora em filosofia, docente e pesquisadora especialista em política exterior, Adriana Rossi, explicou que “uma da formas em que trabalha a Usaid é financiando projetos de desenvolvimento em algumas comunidades”.

Mas para que esses projetos sejam aprovados primeiro há que apresentar um diagnóstico das comunidades. Mediante esse diagnóstico ou relatório, reúnem dados sobre essas comunidades.

Isso o utilizam depois para tomar decisões sobre possíveis cenários de conflitos, estabelecer-se e poder atuar sobre essas comunidades.

“Através destes projetos a Usaid faz o trabalho de inteligência para o Departamento de Estado”. Entretanto, na Argentina, fundações e organizações não-governamentais (ONGs), como o centro para a Abertura e o Desenvolvimento da América Latina (Cadal), a fundação Nova Geração, Crescer e Crescer, a fundação Liberdade e Centro de Implementação de Políticas Públicas para a Equidade e o Crescimento (Cippec), vinculadas à Usaid, fustigam o governo nacional com ataques constantes através da mídia afim a eles.

Aqueles que se negam a ver que, ao sul do Rio Bravo, as primaveras as fazem os povos que florescem junto aos processos populares que os governam e representam, deverão aprender que nenhuma ave de rapina, condor ou águia, poderá impor novamente suas garras na região. (PL)

 

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