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Havana, 21 Maio de 2014

 

Usaid tem os dias contados no Equador

Nestor Marin

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), ligada recentemente a planos subversivos anticubanos, já tem data marcada para ir embora do Equador, após negar-se a acatar regras do governo local sobre cooperação.

Segundo versões da imprensa noticiadas, a saída definitiva da entidade estadunidense foi marcada para 30 de setembro próximo, quando se espera terminem os projetos que atualmente têm em execução.

Contudo, a Usaid tinha os dias contados no país sul-americano desde dezembro passado, depois de negar-se a assinar um convênio com o governo, presidido por Rafael Correa, para fixar os termos da cooperação e natureza dos projetos.

"Não precisamos de caridade, as esmolas que a Usaid dava o Estado pode assumi-las", afirmou o presidente Correa. E acrescentou que o Equador necessita transferência tecnológica e investimentos, "o qual, disse, não é o observado no caso da cooperação oferecida pela agência estadunidense".

Essa opinião foi corroborada depois pela secretária técnica de Cooperação Internacional do governo equatoriano, Gabriela Rosero, que afirmou que uma boa parte dos US$ 32 milhões que a Usaid tem investido no país, nos últimos seis anos, foram para financiar despesas administrativas de organizações não-governamentais e projetos privados.

"A Usaid deve entender, como têm entendido outros cooperadores, que as regras do jogo em matéria de cooperação mudaram no Equador, pois já não se trata de uma dádiva nem de compensação", sentenciou Rosero, nos finais do ano passado.

A vice-presidenta da Assembleia Nacional, Marcela Aguiñaga, que participou do fechamento de um dos projetos que mantinha o organismo estadunidense no Equador, também corroborou os novos tempos que se vivem no país, depois da chegada ao poder da Revolução Cidadã, em janeiro de 2007.

"O Executivo tem sido claro ao explicar que todos os acordos de cooperação, de qualquer país, devem ter um marco de referência de apoio com o governo equatoriano, o que não tem acontecido com os EUA", afirmou a legisladora, citada pelo jornal El Telégrafo.

Por seu lado, a diretora da Usaid no Equador, Jeannie Friedmann, aproveitou a ocasião para deixar entrever uma ameaça, ao assinalar que a partir da saída da entidade, o apoio dos EUA ao país sul-americano "será diferente".

A entidade governamental estadunidense esteve recentemente na palestra pública, ao ponto de que seu diretor Rajiv Shah teve que comparecer, ante uma comissão do Senado, para explicar o financiamento outorgado a um plano que buscava subverter a ordem constitucional em Cuba.

O projeto, conhecido como ZunZuneo, utilizava as redes sociais como Twitter para tentar influenciar nos jovens cubanos, e criar uma sorte de primavera árabe na Ilha caribenha. (PL)
 

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