Presos Políticos do Império| MIAMI 5      

     

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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 17 Junho de 2014

 

Juntos, vamos construir a
Pátria Grande

• Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estados e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, no ato de massas, por ocasião da Cúpula do Grupo dos 77 + China

• CARO companheiro Evo:

 Estimados presidentes:

 Irmãos bolivianos:

 Sou privilegiado de conhecer o coração da América do Sul, a nação fundada pelo Libertador Simón  Bolívar, a quem deve seu nome.

Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estados e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, no ato de massas, por ocasião da Cúpula do Grupo dos 77 + China

 Devíamos esta visita à Bolívia há tempo. Os cubanos admiramos a centenária história de lutas do povo boliviano, para viver bem, em harmonia com a Mãe Terra, a Pachamama.

 Nós conhecemos a justa rebeldia dos bolivianos, que nunca se submeteram aos invasores, nem se resignaram a que vaziaram suas montanhas de tanto tirar-lhes os minerais, como no caso do famoso cerro de Potosí.

 Estamos aqui para acompanhá-los nesta Cúpula do Grupo dos 77 + China. Somos mais de 130 nações, que temos questões comuns. Juntos, conformamos um importante ator internacional. Se o decidimos, podemos    influir nas decisões  das  Nações  Unidas, nos  assuntos da paz e do desenvolvimento, na  preservação do meio ambiente. Era muito importante estarmos cá, com vocês, apoiando a liderança e o exemplo do companheiro Evo Morales e da Bolívia.

 Gostaríamos de agradecer sua generosidade e solidariedade. Sobretudo, por ter acolhido, como em família, centenas de cooperadores cubanos, e por serem vocês  protagonistas de um processo de mudança  inédito no seu país, vocês têm realizado uma contribuição  extraordinária ao processo de lutas da Nossa América, como a chamou José Martí, pela definitiva independência  e integração  de todos os nossos povos.

 Evo me contou pormenores das lutas camponesas neste país, dos povos originários, dos cocaleiros, quando ele era líder sindical lá, em Chapare. Também temos falado sobre os mineiros, cujos sindicatos são dos mais combativos na região toda. Eu lhe dizia, segundo nossa própria experiência em Cuba: essas massas trabalhadoras unidas, com a consciência política e de realmente invencíveis.

 Essa é a experiência de vários dos nossos países irmãos. Não esqueçam que o imperialismo e a oligarquia , a primeira coisa  que fazem é  atacar a unidade do povo, dividir o povo, avivar diferencias, que sempre existem, enfrentar a amigos e irmãos . A essa estratégia de divisão apenas é possível responder com unidade, unidade e mais unidade.

 Hoje a Venezuela merece o nosso mais convicto apoio. O imperialismo e os oligarcas, que não puderam contra o presidente Chávez em 18 eleições, o golpe de estado e o golpe petroleiro, pensam que tem chegado o momento de destruir a Revolução  bolivariana e derrubar o governo do presidente Maduro, utilizando  métodos de guerra não  convencionais.

 Defendendo a Venezuela, defendemos a Bolívia e a toda a Nossa América. Venezuela é hoje a beira dianteira da defesa da nossa independência, liberdade e dignidade.

 Seria um golpe imenso, caso se parar o processo de verdadeira integração    em andamento, onde participam diversas organizações e cujo ponto cume é a Celac.

 Olhem o que tem feito  a Bolívia: Nacionalizou os combustíveis  e os colocou  ao serviço  de todas as bolivianas e bolivianos. Acabou com a exclusão e a exploração das comunidades indígenas e camponesas majoritárias do país. Redistribuiu a riqueza nacional em beneficio do povo todo, em especial daqueles sectores más vulneráveis. Reduziu a extrema pobreza em 20%. Se proclamou território  livre de analfabetismo.

 Os bônus para a mulher grávida e o recém nascido, para as famílias com filhos no ensino primário, o pequeno almoço escolar e a renda para os idosos são  importantes conquistas. Mais de 6. 500 bolivianos pobres têm estudado carreiras universitárias, sobretudo medicina, ou se qualificaram como trabalhadores sociais. Foram construídas várias dezenas de clínicas integrais e centros oftalmológicos ao serviço da saúde do povo humilde da Bolívia. Em apenas dez anos, se ofereceram milhões de consultas médicas no Programa “A Minha Saúde”, e mais de 600 mil bolivianos recuperaram a vista.

 Constroem-se fábricas, se desenvolve a cultura, o esporte e as ciências; se incrementa o intercâmbio comercial entre os nossos países. Se reduziu o índice de desemprego e a economia  boliviana cresce sustentavelmente  por cima de 6%.

Evo:

 Desejamos-te sucessos nesta enorme tarefa, como lhes desejamos a todos vocês, queridos irmãos e irmãs bolivianas.

 Juntos, vamos construir a Pátria Grande, defendamos nossa unidade. Permitam-me, também, que diga aqui, como o Che Guevara, “Até a vitória sempre!”.

Muito Obrigado.

 

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