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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 17 Junho de 2014

 

CÚPULA EXTRAORDINARIA DO G-77+CHINA
O objetivo central é erradicar
a pobreza

SANTA CRUZ, Bolívia. — A Declaração de Santa Cruz, aprovada pelos participantes da Cúpula do G-77 + China, estabeleceu a erradicação da pobreza como objetivo central e condutor da agenda de desenvolvimento pós-2015, informou o presidente da Bolívia, Evo Morales.

O presidente indicou que o texto final da cita, que durante dois dias reuniu os chefes de Estado e de governo do Grupo, tem 242 pontos em consenso para uma nova ordem mundial para viver bem.

A Declaração insiste no problema da desigualdade, situação que se agrava por padrões de consumo e produção insustentáveis nos países desenvolvidos, comentou Morales, segundo a ABI.

No documento também se rejeitaram as leis com efeito extraterritorial e as listas e certidões de países desenvolvidos referidas ao terrorismo, ao narcotráfico e ao tráfico de pessoas.

Outro aspecto da declaração expressa solidariedade com o problema das Ilhas Malvinas, com Cuba e Palestina.

Evo Morales destacou que o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, é o homem mais solidário que tem conhecido.

Morales enviou um abraço a Fidel e destacou que “é o primeiro homem solidário do mundo”.

Noutro momento, afirmou que os povos são antiimperialistas e anticapitalistas por natureza, como conseqüência da exploração à qual têm sido submetidos.

Em sua intervenção durante a reunião, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que o G-77+China “é um poderoso instrumento para a construção dum mundo multipolar e multicentrico”.

Maduro apoiou a proposta boliviana de criar um Instituto do Sul para a descolonização integral dos nossos países e a construção de uma nova agenda para as próximas décadas.

Por sua vez, a presidenta argentina, Cristina Fernández, considerou urgente o estabelecimento de uma nova ordem mundial mais inclusiva, segura, respeitosa do meio ambiente e livre das práticas financeiras que provocaram a crise econômica global.

Para Cristina é fundamental que o G-77+China se pronuncie contra a extorsão, a dominação e a geração de dinheiro fictício, porque o modelo se tornou sistêmico e atenta contra a estabilidade econômica e o desenvolvimento das forças produtivas na maioria dos países, principalmente nos subdesenvolvidos.

A chefa de Estado se pronunciou, como outros de seus homólogos, por uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e rejeitou a unilateralidade na tomada de decisões sobre questões de interesse internacional.

Cristina Fernández catalogou como uma vergonha a existência no século 21 de 17 encraves coloniais no planeta e agradeceu a solidariedade do grupo, fundando em 1964 com a causa das Ilhas Malvinas.

Destacou o apoio de Cuba durante a luta de independência de Angola, ao expressar que os povos latino-americanos creem nos valores da liberdade, a democracia e independência de cada território.

Outro presidente do sul americano, o uruguaio José Mujica, interveio na reunião, alertando sobre a entrada de uma “cultura subliminal que tende a colonizar nossas mentes e corações”.

É uma armadilha perigosa e está por cima do poder dos exércitos e das vantagens tecnológicas, denunciou Mujica, enquanto assinalou a contradição da época atual, com um grande desenvolvimento industrial, descobertas formidáveis e também com crises formidáveis.

O presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, advogou pela erradicação da pobreza e afirmou que em uma nova ordem para viver bem, nenhum canto do planeta pode carecer de serviços básicos para suas pessoas.

O governante qualificou de anacrônico o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba, de vez que deplorou a medida que data de mais de meio século.

ÁFRICA, ÁSIA E ORIENTE MÉDIO TAMBÉM LEVANTARAM A VOZ

O presidente de Bangladesh, Abdul Hamid, chamou a aprofundar a cooperação para promover o desenvolvimento comercial, pois, segundo sua opinião, o grupo necessita promover os novos acordos comerciais em benefício de seus países membros.

Seu homologo de Fiji, Epeli Nailatikau, exortou para a unidade do grupo para ratificar sua fortaleza e manifestou que “para os países em desenvolvimento, o G-77+China tem demonstrado ser o mecanismo de mais políticas para nossos interesses coletivos”.

Em sua intervenção na jornada final, o presidente, cujo país antecedeu a Bolívia na presidência anual, insistiu em que a unidade, a solidariedade e o esforço coletivo são a base do grupo.

Outra nação asiática representada na Cúpula foi Sri Lanka, cujo presidente, Mahinda Rajapaksa, chamou aos 133 países do G-77+China a priorizar o fim da fome e a pobreza na agenda do bloco pós-2015.

Entretanto, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, exortou a reformar o sistema financeiro global maniatado por instituições creditícias monopolizadoras como o FMI e o Banco Mundial.

Mugabe, que foi um dos presidentes africanos presentes na reunião, comentou que as normas monetárias mais rigorosas das grandes instituições creditícias, como as mencionadas anteriormente, somente parecem aplicar-se aos Estados menos industrializados.

O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, expressou romper com o monopólio que instauraram os países desenvolvidos e que não favorece as nações empobrecidas, precisou a ABI.

O primeiro-ministro da Namíbia, Hage Geingob, também se pronunciou por uma nova ordem mundial mais justa e eqüitativa de vez que chamou os países em desenvolvimento a promover a independência econômica.

Geingob agradeceu a Cuba por sua contribuição para derrotar as tropas do apartheid sul-africanas em Angola, que possibilitou a independência da Namíbia .

Seu homólogo de Suazilândia, Barnabas Sibusiso Dlamini, elogiou o papel do Grupo a favor do desenvolvimento das nações menos industrializadas e seu rol para melhorar as condições de vida dos povos nos países em desenvolvimento.

O vice-presidente do Irã, Eshaq Jahangiri, chamou os presentes a atuarem de maneira integrada para atingir os objetivos de igualdade, justiça e desenvolvimento, e expressou o compromisso de seu país com os objetivos do G-77, para também atingir os objetivos do Movimento dos Países Não-Alinhados.

Na jornada final também interveio o vice-ministro de Cooperação e Relações Internacionais da África do Sul, Luwellyn Landers, e o vice-presidente da Assembléia Popular da China. Chen Zhu, que pediu a união de todos os países do bloco para uma posição comum na agenda de desenvolvimento pós-2015.

 

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