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Havana, 16 Junho de 2014

 

CÚPULA EXTRAORDINÁRIA DO G-77+CHINA
Raúl exortou a renovar o
compromisso comum para construir um mundo mais justo

SANTA CRUZ DE LA SIERRA, Bolívia — Com as palavras pronunciadas em nome de Cuba por Ernesto Che Guevara há 50 anos, durante a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, realizada em Genebra, iniciou este domingo, 16 de junho, a sessão plenária da Cúpula do Grupo dos 77 + China, sendo um momento especial deste encontro.

Raúl exortou a renovar o compromisso comum para construir um mundo mais justo

Os mandatários do mundo todo, reunidos em Santa Cruz de la Sierra, escutaram mais uma vez as avaliações do Che naquele momento. Desse jeito, a Bolívia oferecia as boas-vindas aos participantes do encontro, o qual como expressou o presidente Evo Morales Ayma,  constitui  uma opção única “para compartilhar as experiências  de gestão, para compartilhar as políticas sociais que implementamos em cada país” . E no pessoal, assinalou que, exercer como presidente pró témpore do G-77 + China representava para ele uma grande experiência. Este evento será mais outra escola para aqueles que nos temos formado nas lutas sindicais, nas lutas comunais, disse.

 Dentre os primeiros oradores da manhã esteve mais uma vez, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros Raúl Castro Ruz, que exortou a  “ aproveitar  este 50º  aniversário  do Grupo dos 77 para renovar o nosso compromisso  comum de combinar esforços e fechar o cerco para construir um mundo mais justo”.

 O presidente de Cuba destacou que “agora se amplia a brecha entre o norte e o sul, e uma profunda crise econômica global, resultante do irreversível fracasso  do neoliberalismo imposto desde os principais centros  de poder,com um impacto  esmagador para os nossos países, se tem tornado na mais longa e complexa das últimas oito décadas”.

 A seguir, alertou sobre o fato de que após concluir o ciclo previsto para os Objetivos de Desenvolvimento acordados na Cúpula do Milênio em 2000, ainda 1,2 bilhões de pessoas no mundo vivem  na extrema pobreza;  uma em cada oito  sofre  de fome crônica; 45% das crianças mortas antes de cumprirem os cinco anos  morre  por desnutrição; a dívida externa registra níveis  sem precedentes , e se acrescenta a mudança  climática, gerada pela produção e o consumo  irracionais.

 O presidente cubano se referiu alias, à transgressão da soberania dos Estados, à violação dos princípios do Direito Internacional, bem como  à imposição  de conceitos na tentativa  de autenticar a  intervenção .

 Do mesmo jeito, ratificou mais uma vez o apoio de Cuba à Republica Bolivariana da Venezuela, contra a qual utilizam os médios mais sofisticados de subversão  e desestabilização  da denominada guerra não convencional. Denunciou também  o bloqueio  norte-americano  ao nosso pais,  além das ações terroristas e da absurda inclusão  de Cuba  na lista de Estados patrocinadores do terrorismo internacional.

 Também agradeceu em nome do povo cubano, a firme solidariedade dos membros do G-77+ China durante todos estes anos.

 Quando concluiu o discurso de Raúl, Evo tomou a palavra para enviar saudações ao “comandante histórico Fidel, que deve estar acompanhando de perto a Cúpula pelos meios de comunicação. Saudações para o irmão Fidel, para mim continua a ser o primeiro homem solidário  do mundo”.

 O presidente Evo lembrou a anedota do comandante quando lhe disse que  podiam serem operados  da vista, de graça ,100 mil latino-americanos, “para mim era  como se estivesse  a falar de algo impossível”. E afirmou que, apenas na Bolívia  tem sido operadas  centenas de milhares  de pessoas na Missão Milagre. “Por isso Fidel, seu povo e seu governo são os mais solidários do mundo. Para eles nosso respeito e admiração”, concluiu.

 Durante a sessão plenária várias delegações se referiram à cooperação de Cuba com os países do sul,  notadamente, o desempenho da Ilha caribenha na libertação de vários paises africanos  e condenaram  o injusto  bloqueio econômico  imposto pelo governo dos Estados Unidos.

 Por outro lado, durante os dias da Cúpula,o presidente cubano  intercambiou experiências com vários  dos líderes que participaram do encontro. Nomeadamente na jornada de domingo teve encontros com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon; com o presidente do Sri Lanka Mahinda Rajapaksa; e o vice-presidente do Ira, Eshagh Jahangiri. Próximo do meio-dia se reuniu também com a presidenta argentina Cristina Fernández e em horas da tarde recebeu a visita do presidente venezuelano Nicolás Maduro Moros. Todos estes encontros estiveram marcados pela cordialidade que caracterizou  as diferentes atividades desta Cúpula Extraordinária do G-77 +China.

 

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