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N o s s a   A m é r i c a

Havana, 14 Maio de 2014

 

Latino-Americanos exigem um mundo sem armas de extermínio em massa

Waldo Mendiluza

CUBA, Brasil e Argentina destacam entre os paises que exigem ante fóruns das Nações Unidas um mundo livre da ameaça das armas de extermínio em massa.

A ilha caribenha apresentou um plano com 10 ações específicas destinadas ao desarmamento nuclear, para sua consideração o ano próximo, durante a Conferência de Revisão do cumprimento do Tratado sobre a Não Proliferação das Armas Nucleares (TNP).

Na terceira reunião do comitê preparatório do fórum de 2015, após duas semanas de sessões, Havana propôs o início das negociações, imediatamente depois da Conferêcia de Revisão, para avançar em prol dum convenio mutuo, num período de tempo especifico.

O acordo incluiria a proibição da posse, produção, compra, prova, armazenamento e transferência dos artefatos letais, bem como a eliminação do uso ou ameaça do uso dos meios atômicos de extermínio em massa.

Cuba instou todos os países possuidores de armas nucleares a se comprometerem de maneira legal, incondicional irrevogável ante os 189 estados partes do TNP a não utilizar seus arsenais.

Também pediu um imediato e incondicional cessar dos ensaios nucleares e o fechamento dos lugares dedicados aos mesmos, do emprego de novas tecnologias para melhorar os artefatos disponíveis e das pesquisas e projetos encaminhados a modernizá-los, tudo isto de forma irreversível e verificável.

Apesar das propostas cubanas e de outras nações, a terceira reunião do comitê preparatório concluiu sem um documento de consenso para a Conferência de Revisão de 2015, pela falta de decisão política de algumas potências.

Ante esta situação, o coordenador do comitê, o embaixador peruano Enrique Román-Morey, afirmou à imprensa que como líder do fórum emitirá a tornará público um grupo de recomendações derivadas das iniciativas durante as duas semanas de consultas.

Cuba também inteerveio num debate aberto do Conselho de Segurança da ONU, onde condenou as manipulações e a dúbia moral que caracterizam a posição das potências bélicas em temas de desarmamento e não proliferação de armas de extermínio em massa.

"Este enfoque privilegia as medidas contra a proliferação horizontal e faz ouviods moucos à proliferação vertical, isto é, o melhoramento qualitativo do armamento nuclear por parte dos Estados possuidores dessas armas.

Também ignora o objetivo da eliminação total das armas de extermínio em massa", advertiu o embaixador Rodolfo Reyes.

No encontro, Cuba defendeu o multilateralismo e a não discriminação como único método eficaz para pôr fim ao perigo gerado por estes meios letais.

O Brasil e a Argentina advogaram pela total eliminação das armas de extermínio em massa, cuja existência representam um grave perigo para a humanidade.

"A não proliferação das armas de extermínio em massa é importante, mas é uma visão limitada, o que faz falta é eliminá-las", assinalou o representante permanente brasileiro ante as Nações Unidas, Antonio de Aguiar Patriota.

Para o diplomata é necessário a adoção de medidas especificas para o desarmamento efetivo dos Estados possuidores desses meios químicos, biológicos e nucleares.

Enquanto existirem estes artefatos mortais, haverá países e atores não-governamentais — entre eles os terroristas — interessados em obtê-los, alertou.

Por sua vez, a embaixadora da Argentina ante a ONU, Maria Cristina Perceval, reiterou que a própria existência no planeta destes meios de extermínio constitui um risco, sem importar quem seja o possuidor.

A representante de Buenos Aires destacou os esforços significativos para a não proliferação dessas armas, como a proteção física, o controle das exportações e o enfrentamento ao tráfico ilegal de tecnologias de uso dual.

Contudo, chamou a atenção sobre o alcance limitado dessas ações em nível global, enquanto continuem existindo arsenais de artefatos de destruição em massa.
 

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