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Havana, 13 Agosto de 2014

 

COLÔMBIA
Um mandato marcado pela paz

BOGOTÁ.— A paz será o eixo do segundo mandato do presidente colombiano Juan Manuel Santos, que iniciou em 7 de agosto com o compromisso de perseverar na consecução desse objetivo fundamental para o desenvolvimento do país, a partir de continuar os diálogos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) em Havana, Cuba , e abrir a mesa de negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Paz foi a palavra mais repetida por Santos no discurso inaugural de sua segunda presidência (2014-2018), o que ratifica que além das promessas da campanha eleitoral passada está decidido a entregar um país livre do conflito que durante meio século tem dessangrado a Colômbia.

Para o presidente, a paz é a peça número um para os próximos quatro anos: começar a construção dum novo país, equidade e educação, meta que em sua opinião deve conseguir-se numa década, nomeadamente em 2025.

"A paz é um eixo programático inquestionável", disse o analista político Fernando Giraldo, da Universidade Javeriana de Bogotá, quem considera que no discurso de posse do presidente, embora fosse previsível o ênfase na paz, o assunto não ficará como simples declaração.

Segundo Giraldo, o processo de paz que Santos iniciou durante seu primeiro mandato com as FAR-EP está "num caminho de não retorno", apesar das dificuldades que todos os dias surgem.

"Vou empregar todas minhas energias para cumprir com esse mandato de paz", manifestou o chefe de Estado durante a posse presidencial, com a certeza de que não há outra opção.

Giraldo também lembrou que Santos necessita que o Congresso, que foi instalado em 20 de julho passado, legisle para o pós-conflito, isto é, que aprove as leis necessárias para a aplicação dos eventuais acordos com a guerrilha, pois uma oposição tão forte como a que fazem o ex-presidente e agora senador Álvaro Uribe podem enredar as coisas.

Do início das negociações, as delegações do governo da Colômbia e as FAR-EP têm avançado em três acordos parciais em matéria de desenvolvimento agrário integral, participação política e o problema das drogas ilegais. Atualmente debatem sobre o tema das vítimas do conflito armado, o quarto dos seis pontos estabelecidos na agenda.

O presidente também falou sobre equidade social e uma educação de qualidade até 2025, numa espécie de circulo virtuoso onde cada um destes objetivos é indispensável para a consecução dos outros.

"Não se trata dum discurso senão de algo especifico", opinou Giraldo ao lembrar que essa promessa começou a tomar forma com a apresentação do orçamento para o ano próximo, onde os recursos destinados à educação superam por primeira vez os que serão investidos para a defesa e a segurança. (Redação do Granma Internacional)
 

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