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Havana, 12 Junho de 2014

 

BOLÍVIA
Nacionalização dos combustíveis, uma decisão histórica

Joel Michel Varona

A nacionalização do setor do petróleo e seus derivados na Bolívia, não só mudou o curso da história na nação sul-americana, mas se converteu na locomotiva da economia nacional, nos últimos oito anos.

Do início do processo, o governo e o setor organizaram diferentes programas como o Plano Nacional de Desenvolvimento, a Estratégia Boliviana de Combustíveis e os planos de investimentos, exploração, industrialização, além da Agenda de Hidrocarbonetos.

 A nacionalização trouxe uma época de bonança para a Bolívia, através da entidade estatal Jazidas Petrolíferas Fiscais Bolivianas (Ypfb).

 Tais resultados alentadores permitiram investir US$ 3 bilhões, quantia recorde na história da indústria nacional.

 Este processo de investimento beneficia áreas como a exploração, armazenamento, refinação, transporte, central de separação, industrialização, redes de gás, comercialização e investimentos menores.

 Em 1º de maio de 2006, o presidente da Bolívia, Evo Morales, decretou a nacionalização do setor, e esta decisão, segundo o presidente da Ypfb, Carlos Villegas, foi fundamental, pois permitiu resgatar a empresa e torná-la na companhia mais importante da nação sul-americana.

 Villegas lembrou que a Ypfb estava despencando, por causa de decisões adotadas pelos governos bolivianos que se associaram ao consenso de Washington, cuja coluna vertebral era a privatização das empresas públicas.

 A nacionalização já percorreu um caminho de oito anos e foi uma decisão política, econômica e social de caráter vital adotada por Evo Morales.

 Recentemente, efetuou-se o 4º Congresso Internacional de Gás e Petróleo, organizado pela Ypfb, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, onde participaram especialistas, executivos e autoridades em matéria de petróleo e os derivados.

 Entre as empresas participantes estiveram a russa Gazprom, YPF da Argentina, Pdvsa da Venezuela, a equatoriana Petroamazonas, Petrobras do Brasil, e a chinesa National Petroleum Corporation Company.

Na reunião foi anunciado que a indústria boliviana de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) tem previsto produzir 1,4 mil toneladas diárias, a partir de janeiro de 2015, o que permitirá ao país sul-americano ser autosuficiente e consolidar seu plano de exportações na América Latina.

 Segundo a opinião do responsável pelo grupo para o Desenvolvimento de Negócios da GLP, da empresa holandesa Trafigura, Patrício Norris, a Bolívia poderá liderar a indústria do gás na América Latina.

 Argumentou que para fortalecer esta indústria, a nação andina amazônica deve pensar em mercados regionais, cujo custo de transporte lhe outorgaria maiores lucros.

 Norris explicou que o Brasil também conseguirá, em breve, ser autosuficiente, mas não terá excedentes para exportar, enquanto o Chile, Paraguai e Uruguai devem superar deficiências para produzir esse recurso energético em grande escala.

 Uma das principais propostas do 4º Congresso de Gás e Petróleo foi criar um bloco de países latino-americanos produtores de petróleo e derivados para alargar a cooperação neste campo.

 Em sua intervenção, o presidente das Jazidas Petrolíferas Fiscais da Argentina, Miguel Matias Galuccio, informou que se prevê organizar um congresso que reúna as principais potências em petróleo e derivados da América Latina, cuja denominação seria G-10.

 “Creio que de alguma maneira existe um potencial entre as empresas que trabalhamos na América Latina, mas ainda não está totalmente explorado”.

 “Somos uma zona livre de conflitos. A América Latina é um continente com histórias comuns e com integração, tanto econômica como cultural”.

 “Também temos pontes de integração em matéria energética, temos gasodutos que atravessam nossos países, usinas elétricas que operamos de maneira conjunta”, salientou Galuccio.

 Nesse sentido, informou que se a iniciativa tiver sucesso, o ano próximo começaria a desenvolver-se o primeiro congresso do G-10 de potências com petróleos e derivados na região.

 O 4º Congresso Internacional de Gás e Petróleo, efetuado durante estes dias em Santa Cruz, foi considerado o mais importante da região neste setor. (PL)

 

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