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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 4 Novembro, de 2014

Ucrânia no caminho à União
Europeia e a OTAN

OS resultados preliminares das eleições parlamentares antecipadas, celebradas em 26 de outubro na desintegrada Ucrânia, mostram uma prometida vitória da direita que augura avançar na aplicação de medidas acorde aos interesses da União Europeia e a OTAN.

As eleições, promovidas pelos setores golpistas à procura de legitimidade e para tirar do jogo os seguidores do derrocado presidente Víktor Yanukóvich, realizaram-se no território ucraniano, à exceção das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, que organizam suas próprias eleições nos começos de novembro, onde o exército de Kiev leva adiante a ofensiva militar.

Na vizinha Rússia saudaram a celebração do sufrágio — mais além de sua legitimidade — em função de seus desejos de retomar o diálogo para conseguir uma saída à crise na região.

O bloco do presidente Petró Poroshenko, que venceu em maio prometendo mais Europa e uma economia mais eficiente seria o mais votado nas legislativas de Ucrânia, com 23%, segundo uma primeira sondagem das urnas difundida pela televisão, de acordo com a agência Efe.

A Frente Popular do primeiro-ministro, Arseni Yatseniuk, seguiria com 21,3%, o que suporia uma vitória da tendência mais europeísta no novo Parlamento.

Segundo a sondagem, os outros partidos que obteriam representação parlamentar são Autoajuda, do prefeito de Lvov (oeste), com 13,2% de apoio, seguido do Bloco Opositor, criado por antigos membros do Partido das Regiões do

ex-presidente Yanukóvich, com 7,6%. O Partido Radical de Oleg Liashkó, que se perfilava como o segundo mais votado nos dias prévios às eleições, teria que se conformar com 6,4% dos votos.

Também entrariam no Parlamento os ultranacionalistas de Svoboda (Liberdade), com 6,3% e o Batkivschina (Pátria – da extrema direita), da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, que conseguiria representação "in extremis", com 5,6%.

De acordo a esta sondagem, os comunistas, submetidos a uma brutal pressão e acusações de traição, ficariam fora ao não obter 5% necessário para aceder à Rada Suprema (Legislativo).

Os números mostram que os partidos pró-europeus obterão a maioria dos lugares na Rada Suprema (300 de 450) o que permitirá a Poroshenko formar uma coalizão no Parlamento para introduzir reformas estruturais e solicitar o ingresso na União Europeia, em 2020.

Cabe destacar que a participação eleitoral apenas superou 50% e que o Ministério do Interior recebeu mais de 300 relatórios sobre irregularidades no sufrágio.

Da mesma forma, as eleições tiveram lugar em quase todo o país, à exceção das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk — opostas ao domínio fascista de Kiev — onde o exército ucraniano lançou uma ofensiva bélica que já matou mais de 3,8 mil pessoas e mais de 9 mi pessoas feridas — de acordo com os números oferecidos pela ONU em 15 de outubro, em um relatório.

Por seu lado, a Rússia declarou que Moscou reconhecerá os resultados das eleições parlamentares embora não tenham abrangido a totalidade do território ucraniano em um gesto para tentar resolver a crise no vizinho país.

"Reconheceremos as eleições, já que para nós é muito importante que na Ucrânia surjam finalmente umas autoridades que não se dediquem a lutar uns contra outros, nem arrastar a Ucrânia para o oeste ou para o leste, mas sim aos autênticos problemas com que se defronta o país", sustentou o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, ante a imprensa internacional.

Em um tom conciliador, o chanceler também se mostrou "convicto" de que a Rússia encontrará um interlocutor no novo governo e a Rada Suprema. Além do mais anunciou que prevê ter um encontro com o chanceler ucraniano assim que este for nomeado.

"Naturalmente, nunca temos suspendido (os contatos), inclusive teve encontros com aqueles que não foram eleitos e tomaram o poder mediante um golpe de Estado", assinalou Lavrov.

A boa vontade de Moscou para dialogar com os novos representantes de Kiev responde à tentativa de retornar aos acordos de Minsk de cessar fogo de 5 de setembro como ao Memorando de Paz de 19 desse mesmo mês para a criação de uma zona desmilitarizada entre o exército ucraniano e as milícias populares.

Mais além da diplomacia, na chancelaria russa reconhecem que o aumento de nacionalistas e radicais na Rada Suprema agravará as tensões na desintegrada Ucrânia, marcada por uma luta política interna e a crise econômica, na que, segundo advertem, a partir da sede parlamentar se pode chamar novamente a lançar mão das armas, derramar o sangue e resolver os problemas pela força. (Redação Granma Internacional)
 

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