Presos Políticos do Império| MIAMI 5      

     

Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 4 de Junho, de 2014

Chanceler francês rejeita multa dos EUA contra BNP Paribas

O ministro francês de Assuntos Exteriores, Laurent Fabius, qualificou de injusta, unilateral e irracional a multa de US$10bilhoes que os EUA pretendem aplicar contra o banco BNP Paribas.

Os EUA ameaçam banco francês com multimilionária multa por violar suas sanções ilegais financeiras contra Cuba, Irã e Sudão.



Washington ameaçou de sancionar o primeiro grupo bancário galo com essa exorbitante soma, por suposta violação do bloqueio imposto contra vários países, entre eles Cuba, Sudão e o Irã.

O montante evocado pelas autoridades norte-americanas não é razoável e significa um problema muito grave, disse Fabius à cadeia France 2.

Acrescentou que essa multa poderia ter efeito devastador para a economia francesa, se o montante assinalado se confirmar.

“Este é um exemplo de uma decisão injusta e unilateral”, disse o chanceler e lembrou que Washington enviaria um sinal errado impondo uma sanção tão forte à entidade financeira em momentos em que os Estados Unidos e a União Européia analisam um futuro acordo comercial transatlântico.

Perguntado sobre se o governo francês defenderá os interesses do BNP Paribas ante as autoridades norte-americanas, o chefe da diplomacia respondeu que com certeza.

Ministros, ex-funcionários e analistas expressaram seu repúdio pela sanção de Washington contra o banco francês.

“Os Estados Unidos não podem atuar de forma unilateral. Não podem tratar seus aliados dessa forma e subordiná-los a seus interesses geo-estratégicos”, declarou o ministro Jean-Maríe Le Guen, responsável pelas relações do governo com o Parlamento.

Entretanto, o ministro do Comércio Exterior Pierre Lellouche, considerou particularmente chocante a sanção contra BNP Paribas e chamou o governo a reagir.

Ao tentar impor suas leis extraterritoriais às sociedades estrangeiras, os EUA socavam o direito internacional, denunciou Lellouche.

Esta também é a opinião do jornalista e professor universitário Salim Lamrani.

Segundo as normas vigentes, a legislação estadunidense não deve aplicar-se na França, como a Alemanha não se utiliza na Inglaterra. O que deve prevalecer é a lei nacional, declarou à agência Prensa Latina o doutor em Estudos Ibéricos e Latino-Americanos da Universidade París Soborna (PL)

 

IMPRIMIR ESTE MATERIAL


Diretor Geral: Pelayo Terry Cuervo. Diretor Editorial: Gustavo Becerra Estorino
HOSPEDAGEM: Teledatos-Cubaweb. Havana
Granma Internacional Digital: http://www.granma.cu/

  Inglês | Francês | Espanhol | Alemão | Italiano | Só TEXTO
Só TEXTO / Assinatura jornal impreso

© Copyright. 1996-2013. Todos os direitos reservados. GRANMA INTERNACIONAL/ EDICAO DIGITAL

Subir