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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 29 Outubro, de 2014

A comunidade internacional
respalda Cuba

 A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na terça-feira, 28 de outubro, com o respaldo de 188 dos seus 193 membros, a resolução “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”.

 Pela vigésima terceira ocasião consecutiva, o principal fórum do organismo internacional fez um apelo de maneira categórica ao levantamento do cerco aplicado por Washington durante mais de meio século, com afetações econômicas estimadas em US$ 1,112 trilhão e um prejuízo humano incalculável.

 Na Assembleia, o documento não foi respaldado pelos Estados Unidos e Israel, enquanto as Ilhas Marshall, Micronésia e Palau se abstiveram.

 Durante a jornada, fóruns governamentais e representantes de diversos países deram seu apoio a Cuba na Assembleia Geral da ONU e rejeitaram o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século.

 Em nome do Movimento dos Países Não-Alinhados (Mnoal), o embaixador iraniano, Javad Sharif afirmou que o bloqueio estadunidense é o principal entrave para o desenvolvimento de Cuba e considerou que era injustificável.

 Ainda, o embaixador boliviano Sacha Llorente, falando em nome do Grupo dos 77 mais a China, afirmou que o bloqueio é uma “ameaça à humanidade” e “uma aberta violação dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e o direito internacional”.

 “As vidas humanas são ameaçadas e o cuidado da saúde pública é enfraquecido pelo bloqueio, tal como a educação, a cultura, os esportes, as finanças, a banca, o comércio exterior, o investimento estrangeiro”, precisou.

  Por seu lado, o embaixador designado da Costa Rica, Juan Carlos Mendoza, fez um apelo, em nome da Comunidade dos Estado Latino-americanos e Caribenhos (Celac) a respeitar sem justificações a soberania e a livre determinação de Cuba.

 Qualificou de severo o bloqueio imposto desde o século passado e afirmou que isso gerou grandes perdas econômicas para o povo cubano.

 A esse respeito, o representante da Argentina, Carlos Felipe Martínez, sustentou em nome dos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) que o bloqueio é “moralmente injustificável” e as medidas que impõe “não têm cabimento no mundo de hoje”.

 O representante permanente da Rússia na ONU, Vitali Churkin, também ratificou o rechaço do seu país a qualquer medida punitiva discriminatória, como instrumento de intromissão nos assuntos internos dos Estados.

 Por seu lado, o embaixador venezuelano, Samuel Moncada, censurou a agressão a terceiros Estados, por terem vínculos com Cuba, que implica o bloqueio e outras medidas contra a Ilha, como a Lei Helms Burton. A Venezuela rechaçou, ainda, o fustigamento estadunidense a entidades ligadas a Cuba, entre elas o consulado cubano em Washington, privado durante mais de um ano dos seus serviços financeiros.

 Em nome da União Europeia, o vice-representante permanente da Itália na ONU, Inigo Lambertini, assinalou que “os efeitos da legislação extraterritorial e de medidas administrativas e judiciais unilaterais” dos Estados Unidos contra Cuba “têm efeitos negativos sobre os interesses da União”.

 “Não podemos aceitar que medidas impostas unilateralmente impeçam nossas relações comerciais com Cuba”, acrescentou o diplomata, após afirmar que a revogação do embargo (bloqueio) “poderia facilitar a abertura da economia cubana em benefício da população”.

 Também intervieram a favor de Cuba e contra o bloqueio estadunidense os representantes do México, Índia, Argélia, Vietnã, China, Bielorrússia, Egito, África do Sul, Colômbia, Brasil, Indonésia, Ilhas Salomão e Zimbábue.

 Boa parte destas delegações elogiou Cuba por ter enviado à África Ocidental mais médicos do que nenhum outro país, com o fim de conter o maior surto de Ébola, depois que essa doença fosse identificada, em 1076.

 ARGUMENTOS GASTOS

Representando os Estados Unidos, o embaixador Ronald Godard, repetiu mais uma vez os mesmos argumentos com os que, há duas décadas, esse país vem justificando perante a Assembleia Geral sua política de agressão contra a Ilha.

 Tentou demonstrar que as mesadas que recebem cidadãos cubanos de seus familiares constituem uma ajuda do governo norte-americano, quando realmente o bloqueio proíbe qualquer tipo de assistência ao nosso país.

 Culpou também o governo cubano pela baixa extensão e ligação à Internet, mas não disse que as autoridades dos EUA são as que proíbem a ligação de Cuba aos inúmeros cabos de fibra óptica que a rodeiam, impedindo, ao mesmo tempo, a aquisição de softwares e equipamento e negando o acesso dos cubanos a inúmeros sites.

 Suas palavras foram alheias ao que publica a própria imprensa do seu país, que de maneira crescente vem pondo em causa, nos seus editoriais, a política do bloqueio, assim como as declarações de altos funcionários do seu governo que reconhecem a necessidade de uma mudança.

 A intervenção do representante dos Estados não merecia uma réplica, mas a intervenção da embaixatriz e representante permanente da Nicarágua, Maria Rubiales, descaracterizou os argumentos norte-americanos de forma incontestável.

 “Mais uma vez pretendem confundir esta Assembleia com seus argumentos gastos, que já não conseguem convencer ninguém, reflexos dessas políticas teimosas e obsoletas, próprias de seu egoísmo e prepotência imperial”, disse.

 “Tomara que os Estados Unidos resolvessem retificar suas políticas e acabarem com seu isolamento. Convidamo-los a se juntar à comunidade internacional e acompanhar-nos para pôr fim a um passado e construir um futuro de amizade, cooperação e respeito mútuo”, concluiu Rubiales.

 

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