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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 29 Outubro, de 2014

China no trono
• O gigante país asiático já é a primeira potência
econômica do planeta...

Nestor Núñez Dorta

OS meios ocidentais de imprensa cuidaram-se de armar uma grande algazarra, simplesmente porque não lhes convém, ainda com maior razão quando as fontes que lançaram a notícia não são precisamente entidades progressistas nem ligadas historicamente ao exercício da pretensa objetividade... tudo ao avesso.

Contudo, o quase ínfimo nível de divulgação outorgado ao fato não faz minguar nada sua transcendência, porque concretamente significa uma das derrotas mais estrondosas do sistema socioeconômico que Washington pretendeu vender até os nossos dias como o modelo ideal, universal, intocável e inamovível de desenvolvimento global.

O controverso informante tem sido o nada esquerdista Fundo Monetário Internacional (FMI) que, em um estudo sobre as últimas quatro semanas de atividade econômica global asseverou com ênfase (e, talvez, com profunda mágoa), que "A China se converteu na primeira potência econômica mundial, adiantando oficialmente os Estados Unidos, com um peso oficial em valores de US$ 17,6 trilhões contra US$ 17,4 trilhões dos Estados Unidos".

Este fato não pôde deixar de ser considerado pelo FMI como "um acontecimento histórico", devido a que a grande potência capitalista deixou de ser a primeira... "e esse fato vem mudar tudo".

Naturalmente, a esta altura o acontecido é algo assim como "uma morte anunciada", visto todas as estimativas mundiais apontarem ao descalabro norte-americano frente ao dinamismo chinês, que viria a produzir-se para o ano 2016, meta que Pequim conseguiu adiantar de maneira significativa.

Vale a pena reafirmar, nesse sentido, que para muitos analistas e especialistas econômicos, o que mal acaba de ocorrer marca "um ponto de inflexão de primeira magnitude dentro do desenvolvimento da crise global do sistema, com a passagem de um mundo americano a um mundo chinês".

E não é complicado de entender. Se bem nos últimos tempos Washington tentou mostrar sua força no campo militar, inclusive estendendo sua agressividade contra um duro opoente como Moscou, os evidentes pés de barro da arquitetura econômica que propugna já não são capazes de o sustentarem o suficiente e, inclusive, não é descabelado prognosticar que seus aliados, feridos gravemente por causa da crise, que explodiu nos próprios Estados Unidos, em 2008 e vigente até estas horas, prefiram futuramente estreitar vínculos com o novo monarca econômico, que exibe números assustadores em matéria de crescimento produtivo, comércio e finanças.

De fato, no instante em que o FMI dava a conhecer sua sentença acerca do fim da hegemonia econômica norte-americana, em face da força esmagadora do gigante asiático, delegações oficiais de Pequim cerravam importantes acordos multilaterais com a Alemanha, Rússia e Itália, enquanto em Londres os financistas anunciavam que eram a favor de potencializar o yuan frente ao dólar como moeda preferente em suas transações externas.

Em poucas palavras, todo um conjunto de variantes que, entre outras coisas, são sinais contrários aos propósitos estadunidenses de concretizar, no mais breve prazo de tempo possível, o intitulado Acordo Transatlântico para o Comércio e o Investimento, destinado a utilizar em seu próprio proveito a aberta e crônica fraqueza econômica que hoje enfrentam seus parceiros do Velho Continente.

É bom acrescentar, nesse sentido, que no decurso das já citadas recentes negociações da China com a Alemanha e Itália, por exemplo, o gigante asiático subscreveu com Berlim (ainda considerado a locomotiva do Ocidente europeu), contratos nos setores da informatização, energia, ciência, educação, agricultura, saúde, aviação e proteção do meio ambiente, no valor de mais de US$ 18 bilhões.

No caso de Roma, concretizaram-se mais de vinte convênios de investimento e cooperação entre empresas pequenas e médias de ambos os países, por uma quantia de US$ 10 bilhões.

A isso se acrescentam os protocolos assinados com Moscou no item da energia, finanças e tecnologia, por um montante de US4 25 bilhões, o que vem fortalecer, ainda mais, a união estratégica pública entre o Kremlim e Pequim, o qual põe em xeque o nada oculto propósito de Washington — anunciado na década dos anos noventa do século passado — de evitar a todo o custo o reaparecimento no planeta de novas potências mundiais, como garantia inviolável para a implantação da hegemonia Made in USA. (Cubahora).


República Popular da China

É o maior país do leste da Ásia, bem como o mais povoado do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, aproximadamente a quinta parte da população mundial. Com uma superfície total de aproximadamente 9,6 milhões de quilômetros quadrados, a República Popular da China é o quarto maior país do mundo, quanto a extensão territorial, depois da Rússia, Canadá e os Estados Unidos.

Segundo a Organização Mundial do Comércio, a China é o primeiro exportador mundial, segundo dados de agosto de 2009. Aos poucos, o país foi se convertendo em uma superpotência mundial, ritmo que se incrementou nos últimos 20 anos.

Dados oficiais mostram que o comércio exterior da China atingiu os US$ 382,4 bilhões em janeiro, 10,3% mais relativamente ao ano prévio.

O Fundo Monetário Internacional calculou, recentemente, que a economia chinesa crescerá 7,5% e 7,3% em 2014 e 2015, respectivamente.
 

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