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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 24 Setembro, de 2014

Bombardeios dos EUA abrem novo panorama no conflito sírio

Damasco, 24 setembro (Prensa Latina).— Os ataques aéreos norte-americanos contra posições da organização extremista Estado Islâmico (EI) em território sírio abrem hoje um novo cenário no conflito que este país vive desde há mais de três anos.

A ofensiva do Pentágono não surpreendeu ninguém aqui, depois das ameaças feitas pelo presidente Barack Obama no dia 10 de setembro, quando anunciou essas incursões e prometeu mais armas e financiamento a outros grupos radicais que combatem na Síria.

Segundo meios de imprensa nacionais, no primeiro dia de ataques foram destruídas várias instalações que o EI utilizava como centros de comando e treinamento, entre eles o edifício do governo na cidade de Al Raqqa, a 542 quilômetros ao nordeste desta capital.

Também foi bombardeado o Acampamento de Pioneiros, perto do hospital nacional, e concentrações dos armados na localidade de Tabqa.

O portal de notícias Al Masdar News informou que pelo menos 60 membros do EI morreram em Al Raqqa.

Na vizinha província de Deir Ezzor, a cerca de 460 quilômetros de Damasco, os principais alvos foram os povos de Abu Kamal, Sweya e Tibni.

Também se reportaram incursões na província de Idleb, especialmente perto da aldeia de Kafer Daryan.

Televisoras regionais informaram que o Pentágono utilizou pelo menos 47 mísseis Tomahawk, lançados dos navios USS Arleigh Burke e USS Philippine Sea, ambos localizados no Mar Vermelho.

Também usou bombardeiros B1 e caças F-16, F-18 e os ultramodernos F-22, vários dos quais decolaram do porta-aviões USS George H.W. Bush, estacionado no Golfo Pérsico.

Depois do início dos ataques, a Síria reiterou sua disposição de cooperar na luta contra o terrorismo no marco do pleno respeito à soberania nacional e das leis internacionais.

Um comunicado do Ministério de Relações Exteriores revelou que o chanceler sírio, Walid al Moallem, recebeu através do Iraque uma mensagem do secretário de Estado John Kerry, no qual anunciou o início da ofensiva.

O texto reafirma que Damasco apoia "qualquer esforço internacional encaminhado à luta contra o terrorismo, reafirma que dita luta deve conservar a vida dos civis inocentes e [deve se inserir] no marco da soberania nacional, conforme os convênios internacionais".
 

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