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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 22 de Julho, de 2014

Novo genocídio de Israel contra Gaza
• O sionismo arremete novamente contra os palestinos, em seu afã de mantê-los subjugados

Nestor Núñez Dorta

NÃO é por acaso que Israel, em meio da anuência tradicional dos Estados Unidos e dos seus restantes aliados, além da notória imobilidade de boa parte da comunidade meso-oriental, tenha arremetido militarmente, nestes dias, contra a Faixa de Gaza e a indefesa população palestina.

Naturalmente, isso é uma nova tentativa de repressão, a partir da controversa justificação de retaliações pelo assassinato, por parte de combatentes árabes, de três jovens judeus residentes em uma das colônias, construída de forma ilegal na ocupada Cisjordânia. Muitas fontes asseguram que as vítimas foram vistas por ultima vez junto de elementos da segurança israelense.

Não obstante, o apelo à xenofobia achou eco e enquanto os aviões israelenses bombardeavam indiscriminadamente zonas povoadas de Gaza e Telaviv anunciava e executava mobilizações militares na fronteira comum, um grupo de fanáticos queimou ainda vivo um adolescente palestino, tal como admitiu um dos assassinos, durante os interrogatórios policiais.

E, como era esperado, os argumentos oficiais sionistas favoráveis ao genocídio árabe se repetem com a mesma letra.

Alguns destes argumentos são, por exemplo, "reprimir os terroristas que espalham a morte e a insegurança entre os judeus" e, portanto, a aplicação da máxima de levar a guerra ao próprio lar dos "agressivos fanáticos" palestinos.

Isso, em meio da situação desestabilizadora que se agrava por estes dias, no Oriente Médio, ante a ofensiva dos elementos da Yidah contra o Iraque, o apoio de Israel ao esfacelamento desse país, mediante a sua influência na cúpula dirigente curda e a assessoria aos fanáticos do Estado islâmico do Iraque e o Levante (EIL), e sua reconhecida cumplicidade com os intitulados "rebeldes" que atacam a Síria, entre outros episódios destinados a fazer fracassar a possibilidade da estruturação de um front árabe unitário e comum, que venha a perturbar o papel abusivo do regime sionista.

Mas, se bem tudo aquilo que está sendo repetido, quanto à agressividade israelense tem raízes históricas, o motivo imediato tem sido a decisão recente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e do movimento de resistência Hamas de estabelecer um governo de unidade e de convergência. É bem conhecido que até há pouco a ANP liderava na Cisjordânia, enquanto Hamas governava em Gaza, com diferenças nas suas gestões e pontos de vista que tão só favoreciam a divisão.

Mas, para Telaviv, o acordo entre ambas as tendências tem sido um golpe a sua estratégia de manter dividido permanentemente o inimigo, portanto a unidade palestina só merece um "castigo exemplar", mediante o emprego da violenta maquinaria bélica e espalhar o terror no campo oposto.

Em consequência, o reaparecimento dos ataques armados em massa de Israel contra seus vizinhos era uma reação tática esperada, no contesto da prolongada estratégia sionista de asfixiar e esfacelar a resistência de suas vítimas.

E nesse âmbito, vale significar a moleza e a carência de energia que persiste nos organismos regionais árabes, onde os governos direitistas e autocráticos seguem impondo uma linha de formal oposição a Israel, limitada a repetidas declarações diplomáticas que falam de bom senso, contenção e arranjos verbais.

A isso se acrescentam as posições justificadoras e cúmplices dos Estados Unidos e do restante do Ocidente, as quais santificam "o direito de Telaviv à defesa própria", em um contexto geopolítico pretensamente hostil. Dessa maneira, poderia ser entendida, então, a soberba de personagens como o primeiro-ministro Benjamin Natenyahu o qual, acima de qualquer outra consideração, disse abertamente que a guerra contra Gaza continuará seu curso, sem lhe importarem os critérios internacionais sobre o que vem acontecendo. (Extraído de Cubahora).
 

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