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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 22 de Julho, de 2014

Consolidação das relações estratégicas

Yaima Puig Meneses e Letícia Martinez Hernández

BRASÍLIA, Brasil.— A criação de um fórum comum entre a China e a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) foi um dos resultados mais significativos da reunião de 17 de julho no Palácio de Itamaraty, onde os líderes de ambas as partes se reuniram, a portas fechadas, para continuar promovendo relações baseadas na igualdade e benefício mútuo.

Segundo se soube, os presidentes foram coincidentes e destacaram o respeito com o qual a China se tem aproximado da Nossa América, afastada dos ânimos hegemônicos com que outras potências mundiais têm chegado historicamente à região.

Em declarações à imprensa, a presidenta brasileira Dilma Rousseff informou sobre o fundo de US$35 bilhões que o país asiático pôs à disposição dos governos latino-americanos e caribenhos para financiar projetos de desenvolvimento. "A China nos propõe um relacionamento muito importante, que será definido melhor a partir de janeiro próximo, em Pequim, quando tenha lugar a primeira reunião dos chanceleres da China e a Celac, que organizarão um encontro posterior com os chefes de Estado e de governo", referiu.

Esta cooperação se consolidará em áreas como o comércio, o investimento, a agricultura, a alta tecnologia, energia limpa e renovável, as manufaturas, a infraestrutura, a cultura, a educação, o turismo, bem como o desenvolvimento social e sustentável.

Ao se referir a estes assuntos importantes, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, considerou "que a ampliação das nossas relações nos permitirá um diálogo bilateral sistemático sobre os principais problemas internacionais, defendendo os interesses do Sul".

Especificamente sobre as nações caribenhas, o presidente cubano salientou que requerem de uma atenção especial. "É uma necessidade imperiosa que estes países, que em sua maioria são tratados injustamente como países de renda média, recebam em condições preferenciais a cooperação, o comércio e os investimentos, tanto da América Latina como da China".

Raúl pôs como exemplo o caso do Haiti, nação com a qual todos têm o dever de contribuir para seu desenvolvimento e a superação das sequelas históricas da espoliação e os desastres naturais que sofreu.

Sobre a relação de Cuba e o gigante asiático, considerou que mais de meio século de intercâmbio "nos permitira adiantar no desenvolvimento de uma relação exemplar que superou as provas do tempo".

Por seu lado, o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, ofereceu declarações à imprensa, onde catalogou as reuniões como "passos históricos de grande magnitude para o mundo que está nascendo".

Disse que enquanto se recebiam más notícias sobre a operação terrestre para desalojar os palestinos de Gaza e o lamentável acidente do avião da Malásia, do Brasil saem as melhores notícias: o nascimento de um mundo de paz baseado no respeito à diversidade.

REUNIÃO CHINA-QUARTETO DA CELAC

O momento também foi propício para uma reunião entre a China e o quarteto da Celac, integrada por Costa Rica, Cuba, Equador e Antígua e Barbuda, onde os presidentes manifestaram seu reconhecimento à posição do país asiático de assumir uma cooperação mutuamente benéfica.

Nesse espaço, o presidente equatoriano Rafael Correa considerou que a união da China com a Celac será força determinante na nova ordem mundial. Agradeceu também ao líder asiático Xi Jinping sua visita à região, bem como o respeito e a singeleza com a que tem tratado Nossa América.

Por sua vez, o presidente cubano, Raúl Castro, reiterou o apoio ao Caribe, pois "esta tem sido uma região muito leal", lembrando que, pouco depois do triunfo da Revolução, quando Cuba ficou totalmente isolada no âmbito internacional, a Jamaica, Guiana, Barbados, bem como Trinidad e Tobago estabeleceram relações diplomáticas com nosso país. Raúl qualificou os vínculos com o Caribe de "profundos e sinceros", e se referiu à Cúpula Cuba-Caricom, que terá lugar na Ilha, nos finais deste ano.

Durante as jornadas em Brasília, o general-de-exército Raúl Castro também se entrevistou com os presidentes da Bolívia e Colômbia, Evo Morales Ayma e Juan Manuel Santos, respectivamente, bem como com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Nos diálogos foram tratados temas da agenda bilateral e outros referidos aos processos de integração da região, respeitando as diversidades dos nossos países.
 

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