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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 21 de Maio, de 2014

ANC com maioria parlamentar
na África do Sul

Jorge V. Jaime

O Congresso Nacional Africano (ANC) comemora 20 anos de governo democrático multirracial na África do Sul com uma nova e categórica vitória eleitoral, que além disso, significa um segundo mandato executivo para o presidente Jacob Zuma.

Com 20.500 centros de votação contabilizados (dum total de 22.260), a Comissão Eleitoral Independente (IEC) corroborou o triunfo do ANC em oito das nove províncias do país austral e mais de 9,9 milhões de votos positivos.

O movimento de libertação que derrotou o apartheid e do qual foi militante ilustre o ícone Nelson Mandela, ratificou ante o mundo que sua empatia com o povo da Nação do Arco-Íris não diminuíra após duas décadas no poder, apesar do lógico desgaste político que significa essa responsabilidade.

A IEC tornou pública a contagem de 16 milhões de cédulas eleitorais, mais de 92% do total nacional, e afirmou que a organização de Zuma era amplamente vencedora, com 62,7% de apoio cívico.

A cifra triplica os votos obtidos pelo principal grupo opositor Aliança Democrática (DA, grupo da minoria branca), que reteve o governo na província de Western Cape, cuja capital é Cape Town, a segunda maior cidade do país.

Com esta votação em massa, o povo sul-africano respondeu positivamente ante um partido que levara a cabo numerosos e importantes programas contra o desemprego, a pobreza, as carências médicas e a favor da justiça social em geral.

O apoio majoritário da população silencia as vozes da oposição que vaticinavam o fracasso de Zuma e do ANC nas quintas votações legislativas da era constitucionalmente democrática nacional.

Fundado em 8 de janeiro de 1912, na igreja Waaihoek Wesleyan, de Bloemfontein, o Congresso Nacional Africano tem hoje quase milhão e meio de militantes, cifra oficial, além de centenas de milhares de ativistas voluntários em todo o território.

Membro da Internacional Socialista, o ANC é a força de libertação nacional mais antiga do continente. Seu programa principal é baseado na proclamação de uma Revolução Democrática, um sistema social que busca o poder intelectual, educativo e econômico dos cidadãos.

A proporção de sul-africanos que vivem na extrema pobreza diminuíra de 41% em 1994 (quando o ANC chegou a União Buildings) a 31%, segundo estatísticas do Banco Mundial. Mais de 16 milhões de pessoas recebem atualmente subsídios do Estado.

A partir do primeiro governo democrático, com Nelson Mandela como líder, a economia domestica cresceu a uma média anual de 3,3%, enquanto a riqueza nacional, em termos de produto interno bruto, aumentara até mais de 3,5 bilhões de rands (uns US$300 bilhões).

Aproximadamente 15 milhões de pessoas têm emprego hoje na África do Sul, a maior cifra na história do país, até 2013 a maior macroeconomia do continente. Somente durante o ano anterior foram criados mais de 650 mil postos de trabalho.

Após as eleições nacionais de 7 de maio, três novos e minoritários partidos políticos terão por primeira vez ao menos um deputado no Parlamento: Combatentes pela Liberdade Econômica, National Freedom Party e African Independent Congress.

A outra surpresa foi que Democratic Alliance, DA, superou em popularidade o tradicionalista Inkatha Freedom Party em seu baluarte central de KwaZulu-Natal, uma péssima notícia para a organização dirigida por Gatsha Mangosuthu Buthelezi desde 1975.

A África do Sul é uma república parlamentar e, por tal motivo, neste país não há eleições presidenciais. Nos dias próximos os deputados que reúnam maioria no Parlamento e no Conselho das Províncias (câmara baixa) nomearão o chefe de Estado.
 

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