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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 19 Setembro, de 2014

Intervenção do vice-chanceler cubano, Abelardo Moreno, na sessão do Conselho de Segurança da ONU, dedicada à luta contra o Ébola

(Versões Estenográficas do Conselho de Estado)

 Senhora presidenta:

 Primeiramente, quero agradecer ao secretário-geral, ao doutor Nabarro, à doutora Chan e ao senhor Niamah pela informação que nos ofereceram, que posso garantir-lhes que para nós é muito útil e necessária.

 Senhora presidenta:

 A gravidade da situação criada por causa da epidemia de Ébola que está dizimando alguns países da África Ocidental e Central, coloca a necessidade de enfrentá-la com energia e contar com a cooperação de todos os países.

 Nesse espírito, Cuba, a pedido do secretário-geral das Nações Unidas, Ex.mo Sr. Ban Ki-moon, e da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, doutora Margareth Chan, já iniciou o processo de cooperação, sob a coordenação da OMS, como já foi anunciado na sexta-feira passada, pelo ministro da Saúde Pública de Cuba, doutor Roberto Morales Ojeda.

 Esta cooperação permitirá o envio a Serra Leoa de uma brigada médica, cujos integrantes manifestaram a sua disposição de se juntarem ao combate contra essa epidemia. Todos eles possuem mais de 15 anos de experiência profissional e trabalharam em outros países logo após a ocorrência de desastres naturais e epidemiológicos, assim como em missões de colaboração médica.

 Nós estamos prontos para colaborar estreitamente com outros países, incluindo aqueles com os quais não temos relações diplomáticas.

 Esta resposta cubana se inscreve em nossa ajuda solidária à África, Ásia e a América Latina e o Caribe. Durante os últimos anos temos colaborado em 55 países, com a participação de 325.710 trabalhadores da saúde. Em 39 países da África já trabalharam 76.744 colaboradores. Hoje, nesse setor, 4.048 cubanos prestam serviços em 32 nações africanas, deles 2.269 são médicos.

 Além do mais, Cuba, país pequeno e pobre, até a data tem formado, gratuitamente, 38.940 médicos de 121 países. Atualmente, estão estudando a carreira de medicina em nosso país 10 mil jovens estrangeiros, 6 mil dos quais o fazem sem custo algum, sob o princípio de continuar ajudando os mais pobres e aqueles que contam com recursos assumem as despesas, o que contribui a garantir a sustentabilidade do sistema de saúde cubano e a colaboração internacional.

 Senhora presidenta:

 Nesta batalha contra o Ébola, que deve ser de todos nós, o governo de Cuba resolveu manter sua cooperação e estendê-la aos países mais afetados, os que já foram informados.

 No restante da região não afetada pelo Ébola e onde temos, como já foi dito, mais de 4 mil colaboradores da saúde, estamos dispostos a ajudar na prevenção desta doença.

 As brigadas médicas que serão enviadas à África para a luta contra o Ébola fazem parte do “Contingente Internacional Henry Reeve” — criado no ano 2005 — integrado por médicos especializados no enfrentamento de desastres e de grandes epidemias.

 A resposta de Cuba ratificou os valores solidários que nortearam a Revolução Cubana: não dar o que nos sobra; compartilhar aquilo que temos.

 África espera pela resposta imediata de todos os Estados membros das Nações Unidas, e muito particularmente daqueles que têm recursos. Torna-se urgente que todos se unam neste esforço global contra o Ébola. A humanidade tem uma dívida com os povos da África. Não podemos defraudá-los.

 Muito obrigado.
 

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