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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 16 de Julho, de 2014

Israel: crime de guerra

NO mais recente episódio, o regime israelense advertiu centenas de milhares de habitantes do norte da faixa de Gaza que abandonassem suas casas, pois a zona seria atacada por aviões bombardeiros de Telaviv.

Isto provocou um êxodo para o sul desse imenso campo de refugiados, situação que piora as condições catastróficas em que se encontra a população palestina, com milhares de feridos, os hospitais cheios, falta de medicamentos de primeira necessidade, escassez de água e de alimentos e um só ponto aberto, na fronteira com o Egito, para comunicar Gaza com o resto do mundo. Nos dias do ataque militar denominado Margem protetora têm morto quase 200 pessoas, centenas de lares e edifícios foram destruídos e a aviação agressora elegeu entre seus alvos um hospital, uma escola e uma mesquita.

Segundo informações, a maioria das vítimas — mortos e feridos — são civis, e entre 25 e 30%, crianças. Porem após bombardear mais de 1.600 objetivos e de lançar centenas de toneladas de bombas de alto poder sobre Gaza, os militares israelenses não têm matado nenhum alto dirigente de Hamas nem de a Jihad Islâmica, que são os supostos alvos do regime de Telaviv, que tampouco tem conseguido uma redução significativa no ritmo de lançamentos de mísseis caseiros desde a faixa sobre território de Israel.

Tais mísseis, que causam temor nas localidades israelenses próximas de Gaza mas que possuem uma capacidade destrutiva insignificante, continuam sendo lançados por dezenas cada dia como única resposta defensiva dos palestinos. Por outra parte, após as duas agressões militares prévias em grande escala contra Gaza, urdidas com o mesmo pretexto (2008-2009 e 2012), as autoridades de Telaviv devem ter claro que os bombardeios em massa e as incursões militares em grande escala sobre a faixa não conseguiram deter a fabricação nem o uso de tais armas rudimentares.

O único objetivo real do atual ataque parece ser, em consequência, matar civis, como expressou o jornalista Gideon Levy no seu artigo publicado em Haaretz ("Israel’s real purpose in Gaza operation? To kill Arabs"), sabendo que o derrubamento do governo de Hamas é um objetivo irreal (e ilegítimo), além de indesejável, porque a alternativa poderia ser muito pior, Israel crê que se mata centenas de palestinos na faixa de Gaza reinará a calma.

Esse cálculo, além da destruição das casas, "é um crime de guerra, inclusive se os militares de Israel os chamam ‘centros de controle e comando’ ou ‘salas de conferências’, expressa o jornalista em seu artigo, conhecido por suas posições críticas ao regime de Telaviv.

A brutalidade e crueldade contra a inerme população de Gaza não têm desculpas, mas tampouco resulta compreensível a passividade e indiferença dos Estados Unidos e da União Europeia ante uma operação militar de tipo genocida. Por muito menos que isso as potências ocidentais têm armado campanhas contra o governo sírio e intervieram militarmente na Líbia para derrubar Muamar Kadafi.

Em resumo, o sofrimento da população palestina exibe a hipocrisia dos governos dos EUA e da Europa, cúmplices por omissão dos crimes de guerra que Telaviv comete contra Gaza martirizada. (Extraído do La Jornada)
 

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