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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 14 de Maio, de 2014

EUA: uma "fera engaiolada" face à perda crescente da sua hegemonia

Patricio Montesinos

O regime dos Estados Unidos está que nem "fera engaiolada", mostrando as garras para todos lados, porque está ciente de que cada dia se está aproximando mais da perda definitiva do seu domínio mundial, perante a força econômica, financeira e comercial, além de militar, de potências como a China e Rússia e outras emergentes, renitentes hoje a acatar os ditames de Washington.

Com suas garras, quer dizer o arsenal militar que hoje possui e as tecnologias com que conta para tentar subverter a ordem em nações que considera adversárias, é com o que conta o decadente império norte-americano para, a quaquer custo, manter sua até há pouco supremacia internacional.

Daí o fato de que não esmoreça na hora de atiçar delicados conflitos e guerras sujas por todo lado, com o objetivo de desestabilizar países que atualmente contestam a Casa Branca, sem terem medo das suas ameaças, nem das frustradas e gastas sanções que até provocam riso.

Moscou e Pequim deixaram bem claro a Washington que contam com suficiente defesa e poderio econômico para travar uma descabelada contenda protagonizada pela "hiena encurralada e impotente".

O chanceler russo, Serguéi Lavrov, expressou em declarações recentes no Chile que o governo dos Estados Unidos, com sua propaganda em torno dos acontecimentos na Ucrânia, quer mostrar sua "hegemonia universal".

"Diz-me do que presumes e te direi do que careces", diz um velho provérbio popular, que pode ser aplicado aos representantes da Casa Branca, os quais, por sinal, estão muito preocupados pela viagem de Lavrov pela América Latina, a qual incluiu Peru, Chile, Cuba e a Nicarágua, com o propósito de estreitar os contatos bilaterais.

Realmente isso tem importância, porque a digressão do diplomata russo foi antecedida por outra semelhante, realizada poucos dias antes, pelo ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, com relevantes e produtivas visitas à Venezuela, Cuba, Argentina e o Brasil.

Sabe-se muito bem que a "fera isolada" perdeu influência na América Latina, questão admitida, inclusive, pelo próprio chefe do Comando Sul norte-americano, general John Kelly, quem fez menção disso, após a expulsão do Equador de militares do seu exército.

Porém, Kelly disse mais, ao indicar que o governo do presidente Rafael Correa optou por "dar as costas" aos Estados Unidos, como fizeram outras nações, a favor da Venezuela, Rússia ou China. "Aí é onde eles veem o futuro da América Latina", reconheceu o oficial de alta patente.

Do outro lado, Washington já não pode agir livremente no Conselho de Segurança da ONU e impor invasões de rapina, como fez no Oriente Médio ou na África, com o respaldo dos seus aliados europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), todos envolvidos agora numa crise que os agobia e que também os obriga a procurar parceiros comerciais mais vantajosos, como a Rússia e China.

Por seu lado, o gigante asiático poderia converter-se, neste próprio ano, na primeira economia do planeta, de acordo com dados de agências estatísticas de grande prestígio, o que suporia um forte golpe aos Estados Unidos, mergulhado neste momento numa recessão disparada.

O panorama é certamente complexo para o presidente Barack Obama, que poderia ficar registrado na história como o precursor do desmoronamento do "império dos EUA", ou ser o artífice de uma Terceira Guerra Mundial, devastadora para a humanidade.

Uma "hiena engaiolada", o que sem dúvida são hoje os Estados Unidos, é extremamente perigosa, e para pacificá-la precisa de domadores inteligentes e fortes, como são neste momento o dueto Rússia-China. (Extraído de Rebelión)
 

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