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I N T E R N A C I O N A I S

Havana, 12 Novembro, de 2014

Republicanos assumem o controle do Congresso nos EUA

David Brooks

OS republicanos triunfaram nas eleições legislativas intermédias, efetuadas em 4 de novembro, ao assumir o controle do Senado e ampliar a maioria na Câmera Baixa, o qual representa que Barack Obama terá que governar seus últimos dois anos com o Congresso nas mãos da oposição.

A disputa central destas eleições foi em torno do controle da Câmera Alta, que até agora era de maioria democrata. No fechamento desta edição as projeções preliminares de vários meios concluíram que os republicanos obtiveram pelo menos seis lugares adicionais, necessários para conseguir a maioria e assumir o controle do Senado (e tudo leva a crer que conseguirão até um total de oito).

Embora os republicanos — o partido responsável pela guerra no Iraque e a maior crise econômica desde a Grande Depressão — festejassem a sua vitória, ela não foi o resultado de uma onda a favor das suas propostas, mas sim consequência de um mal-estar nacional.

De fato, o desencanto com o governo foi o que predominou nas eleições, uma coisa que os votantes expressaram em entrevistas e com seus votos, assim como aqueles que determinaram simplesmente não votar, em umas eleições nas quais se esperava menor participação do que nas anteriores.

A briga pelo Senado circunscreveu-se a oito ou nove Estados, onde prevalecia uma mínima diferença nas preferências entre os candidatos, com algumas que se complicavam devido à presença de candidatos independentes ou de terceiros partidos.

A disputa para conquistar o Senado de Louisiana será decidida em 6 de dezembro, em um segundo turno, já que nenhum dos candidatos obteve 50% mais um dos votos necessários. Na eleição intermédia mais cara da historia do país estiveram em jogo os 435 lugares da Câmera dos Representantes e 36 dos postos do Senado, junto com 36 governos, milhares de postos políticos locais e 147 instâncias estatais.

A esmagadora maioria dos legisladores de ambas as Câmeras foram reeleitos, ou transferiram seu posto a colegas do mesmo partido.

Na Câmera Baixa não estava em risco o controle dos republicanos, e as projeções preliminares, no fechamento desta edição, indicam a possibilidade de que os republicanos pudessem alargar sua maioria, ao nível mais alto depois da Segunda Guerra Mundial.

Com a reconquista republicana do Senado (onde não tinham a maioria há oito anos) e o incremento de sua já ampla maioria na Câmera Baixa, proclamou-se que esta derrota não só foi do Partido Democrata mas também de Obama quem, embora não estivesse nos boletins de voto, aparecia mais do que quaisquer dos candidatos nesta contenda.

Nas eleições para governadores estaduais, as esperanças democratas de derrotar os republicanos na Flórida e no Texas foram por água abaixo. (Particularmente na Flórida a vitória republicana foi importante, ao ser reeleito o governador Rick Scott, que venceu por estreita margem Charlie Crist, n.r.).

Dentre as medidas estaduais aprovadas pelos votantes, Oregon se converteu no terceiro Estado a legalizar e regulamentar a produção, distribuição e venda de maconha, informou a Drug Policy Alliance.

Segundo o roteiro geral da mídia, os analistas e os próprios políticos, estas eleições andavam em torno de uma reprovação à gestão de Washington e a aparente impossibilidade de avanços, por causa de uma cada vez mais marcante polarização entre os partidos, o qual levou a uma estagnação política.

Indicam-se como exemplos a falta de consenso sobre uma série de temas importantes, desde a mudança climática até a imigração, entre outras. Contudo, aparentemente não há a dita falta de consenso relativamente às políticas bélicas ou de apoio ao setor financeiro.

Ao mesmo tempo, indica-se que esta conjuntura eleitoral estava condicionada por preocupações da opinião pública acerca de múltiplas crises, desde as renovadas ameaças terroristas até o vírus do Ébola, percepções de insegurança econômica, entre outras, que nutrem a erosão de confiança para Washington.

Contudo, o fator que talvez tenha mais definido esta eleição, algo que aparece registrado em quase toda sondagem ou análise, é um crescente desencantamento popular relativo à classe política. O Congresso tem seus piores índices de aprovação (por volta de 14%) e o presidente está em seus níveis mais baixos de aprovação depois que chegasse à Casa Branca. Ainda mais, uma esmagadora maioria opina que o país avança em um rumo errado.

"Esta eleição em suas dimensões nacionais mostra a frustração com o stablishment político e particularmente com Obama", resumiu Antonio González, veterano observador das eleições estadunidenses e presidente do instituto Willie C. Velásquez, em Los Angeles. (Reproduzido de La Jornada).
 

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